Camisetas customizadas e abadás
Esse mês você não verá dicas de customização
Créditos: Tereza Bettinardi
Como todo o Brasil deve saber, para entrar em camarotes de Carnaval, você tem que ser VIP. E também usar uma camiseta-convite (geralmente de marca de cerveja). Essa é praticamente uma tradição do Carnaval no país.
Só que de uns tempos para cá as pessoas começaram a se descontrolar. Não serve só usar a camiseta. Ela tem que ficar com cara de “exclusiva”. Tudo bem, ela parece ser quente mesmo e fazer um decotinho sempre é bom. Só que os VIPs passaram a usar camisetas customizadas por estilistas. E além de ver fotos deles animados e bêbados no Carnaval (em lugares onde não vamos entrar) passamos a ver também páginas e páginas sobre as tais camisetas (ou abadás, se o rega-bofe for na Bahia).
Algumas viram vestido, outras são ricas, cheias de cristais Swarovski e alguns camarotes passaram a oferecer o serviço de “customização”. Então, a gente também dá de cara com fotos do estilo: “Suzana Vieira com a estilista Maria customiza sua camiseta”.
Tudo bem. Cada um faz o que quer. Principalmente no Carnaval. Mas a obsessão por ser diferente (mesmo sendo igual, afinal, você está no mesmo camarote, usando a mesma camiseta de marca de cerveja) nos assusta. Por isso, garantimos, você não verá dicas de customização (que na verdade é uma maneira chique de rasgar roupa) de camisetas nesta edição. E em nenhuma. Promessa de Carnaval. E, se é para curtir um abadá, a gente ainda prefere aquele branco, tradicional, dos Filhos de Gandhi. Aquele bloco em que o Gilberto Gil sempre sai. Viram como a gente entende de Carnaval?
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