por Bruna Lombardi
Tpm #51

Essa história começou em 1979, durante as gravações do folhetim Aritana. Protagonistas da novela, eles se conheceram num vôo para o Xingu, onde foram gravadas as primeiras cenas da novela...

Desde então, estão “ficando”, segundo palavras dela. “Nunca contamos os anos”, diz. Também, para quê? A dupla parece ter encontrado aquilo que todo mundo anda à caça: o elixir da juventude. Bruna já completou 51 anos. E Riccelli, acreditem, faz 60 em julho. “Não sei a idade dele. Teria que perguntar”, garantiu. Nas próximas páginas, com uma câmera na mão, a bela mostrou por que não está nem aí – mas nem aí mesmo – para o tempo. E nós só temos a agradecer, com todo respeito que esse senhor merece

"Acho que as melhores coisas são as que acontecem longe dos flashes dos fotógrafos, as coisas mais gostosas são sempre ditas na intimidade, uma verdadeira declaração de amor é necessariamente confidencial.
O que se revela são apenas pequenos flagrantes, momentos, gestos, pistas, algum detalhe delicado, um certo clima.
Então seguem aí pequenas coisas sobre um grande cara: Ele é tímido, adora fotografar, mas detesta ser fotografado. Não gosta de aparecer. Não tem nenhuma vaidade. É superdiscreto, prefere olhar a ser visto. Gosta de observar, sacar, compreender.

“Ele tem esse superfísico. Sempre teve e não muda. Achei um tesão logo de cara, mas nem imaginava que podia ser tudo isso que é”
Bruna Lombardi

Com o tempo as pessoas se tornam os seus valores. Ele é o cara mais generoso que eu conheço, desses que amam todas as pessoas, o planeta, o universo. Tem uma capacidade infinita de amar e distribuir o bem.
Ele tem essa aura zen, essa calma zen e ao mesmo tempo tá sempre em movimento. Ele tem esse superfísico. Sempre teve e não muda. Achei um tesão logo de cara, mas nem imaginava que podia ser tudo isso que é...
Ele é um cara complexo, um desses prismas que brilham e refletem cores inesperadas. Ele mergulha nas coisas de uma maneira tão inteira, vai fundo. Tem uma motivação incessante. Ele é um ator poderoso, que cria personagens intensos e sabe brincar em cima daquilo. E é isso que a gente faz. A gente é moleque, brinca.
O Ri é movido a paixão e curiosidade. Atento sempre. Ligado, conectado. Lê o tempo todo. Quando a gente se conheceu tinha lido os mesmos livros, visto os mesmos filmes, pintaram todas as mesmas referências. Aí o caminho a dois ficou fácil. A busca era igual.


A gente foi simplificando as coisas, foi descobrindo aquilo de que a gente mais gostava e decidiu fazer isso o tempo todo.
Daí, no nosso cotidiano, a gente foi tentando se cercar de tudo o que a gente achava legal, natureza, mato, bichos, música, arte. Plantamos centenas de árvores e gostaríamos de ir plantando muito mais pela cidade inteira. Cozinhamos pros amigos, construímos casas, produzimos TV e cinema. A gente adora cinema. Vê filmes o tempo todo, faz cinema. O Ri é um diretor de grande sensibilidade. Os atores adoram trabalhar com ele.


E a gente foi crescendo junto. Com a proposta de ir se melhorando, de deixar a vida mais simples, chegar na essência. Acreditando que a gente nunca luta contra o tempo, mas aprende com ele, aprimora, se renova. A hora é sempre aqui e agora. E a gente quer tudo muito. E, de tudo, o maior presente que ele me deu é meu filho, Kim. Nós três somos extraordinariamente cúmplices.
O Ri tá sempre se expandindo, se modificando. O processo de descobrir tudo o que ele é nunca termina. Tem sempre um mergulho mais fundo. Acho que é essa é a grande magia."

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