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Duas irmãs gêmeas fogem com seus maridos da Rússia, cada uma toma um rumo. Treze anos depois, em São Paulo, elas se reencontram e dividem a casa. Ali, conflitos amorosos e um pendor para a boemia acabam por criar uma narrativa digna dos folhetins de Nelson Rodrigues. A história das univitelinas Mariana e Lisa é contada por depoimentos controversos e complementares de toda a família.“Quando eu era criança, tudo parecia muito normal. Um dia me dei conta do absurdo dessa história e me senti na obrigação de remontá-la”, diz Marina Quintanilha, diretora do curta Borscht, uma receita russa, ganhador do prêmio de melhor curta no último festival É Tudo Verdade.
Poderia ser ficção, mas é pura realidade e, mais que isso, são fragmentos de uma história nunca contada às claras que vagueia pela memória dos filhos e netos. Com humor e sensibilidade, Marina entrevistou a família, reconstruiu a pitoresca vida de seus avós e seduziu o júri do festival.
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