Agora incomoda?
Grupo inverte os papéis entre homens e mulheres na propaganda para questionar a cultura da violência
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Basta prestar atenção em alguns anúncios para constatar que a publicidade pode ser perversa, principalmente com as mulheres. “Algumas campanhas retratam a mulher como altamente sexual e submissa. E o homem, como dominante e agressivo”, diz Sarah Zelinsky. Aluna do grupo de estudos de gênero da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, ela se uniu a outros dois colegas para rodar o vídeo Representations of gender in advertising (Representações de gênero na propaganda), que propõe uma troca de papéis: o homem assume a posição feminina tradicional das propagandas e vice-versa.
Divulgado no boca a boca e em blogs e sites feministas, o vídeo tinha como objetivo “chocar e engajar o público”, segundo o grupo. Em muitos casos, a coisa era bem pesada. São cenas de agressão, assassinato e insinuação de estupro, que, de acordo com Sarah, ajudam a criar um ambiente de tolerância visual à violência, tornando-a, inclusive, sexy. “Não é que essas imagens incentivem o estupro”, argumenta a estudante, “mas elas criam um mundo onde estupro e violência sexual podem se tornar atrativos para algumas pessoas.”
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