por Ana Manfrinatto

Às vésperas de desembarcar na Europa, músico fala sobre a cidade e pedaladas

Se a música atual brasileira tivesse uma cara na França, essa cara seria a de um músico baiano de 44 anos. "Lucas Santtana, o chefe da nova bossa", "Lucas Santtana, pródigo pop brasileiro", "Lucas Santtana, canto e cantor da ruptura no Brasil", "Lucas Santtana e a filosofia lo-fi".

Não fui eu quem disse, mas meios de comunicação como Libération, Le Monde, Les Inrocks e Télérama. O que eu, sim, posso dizer é que ele não para de tocar em rádios como Fip e que o último show em Paris, em dezembro de 2014, estava lotadaço.

Com direito a brasileiros dançando muito, franceses dançando muito mais e uma única pessoa do público pedindo canções de Luan Santana. Ed Motta choraria. Mas eu achei tudo bonito e mandei um e-mail pra Lucas com perguntinhas sobre Paris. Abaixo, as respostas.

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A primeira vez em Paris a gente nunca esquece?

Foi em 2001 na Bellevilloise e foi demais. Nossos shows na cidade são muito cheios ou sold out. O público sempre nos recebe de forma calorosa como você viu no Café de la Danse. Tenho muita sorte em Paris.  

O que você não pode deixar de fazer na cidade?

Comer bem, encontrar novos amigos e apreciar a arquitetura de cada bairro.

O que rolou de mais bacana na última vez?

O mais legal foi gravar o videoclipe (da música Diary of a bike com o rapper francês) Féfé numa ponte perto da Torre Eiffel. Estávamos todos de bicicleta, fazia muito frio mas foi bem divertido.

Tem dicas de lugares?

Amo caminhar ou andar de bicicleta pelas ruas, acho que é o melhor jeito de conhecer qualquer cidade. Não sou bom de gravar nomes de restaurantes etc. Como viajo muito, fica difícil reter.

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C’est fini l’interview!

Mas não as andanças de Lucas pela Europa, que volta esta semana para uma turnê primaveril e ensolarada. Desta vez ele passa por Grenoble (23/04), Paris (25/05), festival Printemps de Bourges (27/04), Nantes (29/04), Toulouse (30/04), Arles (01/05) e Londres (05/05).

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