por Maíra Kubík Mano
Tpm #118

Artista plástica questiona a sanidade das grandes cidades em “São Paulo Mon Amour”

A artista plástica Alessandra Cestac questiona a sanidade dos moradores das grandes cidades em “São Paulo Mon Amour”

São Paulo tal como ela é, nua e crua, serve de motivação para a artista plástica paulistana Alessandra Cestac, que desde 2005 é conhecida por espalhar lambe-lambes com fotos suas, completamente despida, pelas principais vias da cidade. “Quero trabalhar a consciência do corpo, do que cada um faz com ele. E não ser um simples objeto de domínio do homem sobre outro, mas sim mostrar o olhar de uma mulher com autopoder”, explica.

Depois de fazer intervenções pela capital paulista, Alessandra, 31 anos, foi convidada a integrar a mostra “São Paulo Mon Amour”, no Museu Brasileiro da Escultura, o MuBE, onde vai participar com a mesma ideia exposta em Paris, em 2009: ela apresenta um quarto para questionar a intimidade da metrópole e a solidão. “As pessoas podem entrar e ficar ali, ouvir a mesma música que eu e ver um vídeo em que circulo pela cidade”, conta a artista, que nos lençóis da cama que compõe o quarto, vai estar impressa mais uma vez sem roupa.

Junto à exposição, Alessandra espalha seus lambe-lambes novamente por São Paulo. Tendo como tema a loucura, as imagens mostram ela em uma camisa de força (foto). “Você acha que a cidade não te faz mal, mas começa a ficar estressado, sua mente se debilita. E ninguém fala sobre isso. Não há preocupação com a saúde mental”, reflete a artista, que provoca o público onde quer que esteja.

Vai lá: MuBE – Av. Europa, 218, jd. Europa, São Paulo, SP, (11) 2594-2601
www.mube.art.br
De 13/3 a 3/4

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