por Katherine Funke
Tpm #112

Alice é neta de Dorival Caymmi e escolheu cantar e encantar como o avô

 

Na maior cara de pau, a carioca Alice Caymmi, 21 anos, ligou para Jorge Vercillo, se apresentou e pediu o estúdio do cantor emprestado. Tudo acertado, ela pegou o violão, chamou dois percussionistas e foi. Em poucos dias, estava pronta a gravação do primeiro disco da menina de voz grave que, em 2007, cantou “O Vento”, música do avô Dorival Caymmi, para 80 mil pessoas no Maracanã durante o encerramento dos Jogos Pan- Americanos.

Nesses últimos quatro anos, a vida de Alice deu uma reviravolta. De estudante de direito ela se tornou aluna da faculdade de artes cênicas. Passou a escrever, pintar, cantar, dançar e compor loucamente. Fez um musical infantil, O barbeiro de ervilha, de Daniel Herz, alguns shows, e foi o suficiente para entender que seu lugar era mesmo nos palcos, assim como o pai, Danilo, e os tios Dori e Nana Caymmi.
“Alice tem coragem de ousar”, elogia o pai.

O primeiro disco, ao que tudo indica, vai sair de forma independente nos próximos meses, com 10 ou 11 músicas, todas próprias. Alice canta o amor, o amadurecimento, a força de vontade, o poder de escolha. Tudo em músicas com arranjos atípicos, sem refrões pop. Ela aposta no violão e no timbre incomum de voz para cantar letras românticas e densas, com uma sonoridade original e poética. Enquanto o álbum não sai, dá para ouvir duas faixas na rede.

Vai lá: http://soundcloud.com/alice-caymmi

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