Por Redação
em 5 de outubro de 2014
Racismo, sexo, sucesso, grana, fiu fiu, boceta, estilo, amor, filhos, trabalho. A terceira Casa Tpm colocou a mulher em seu devido lugar: bem onde ela quer estar e do jeito que ela quer estar.
O que aconteceu nesses dois dias no Club Nacional, em São Paulo, foi muito mais do que conversas e debates. Foi exercício de cidadania. A diversidade de mulheres que passaram por ali, suas histórias, seus aprendizados e suas dores mostram que somos mais do que aquela vontade de perder 3 quilos ou o choro que nos dá o adjetivo de “sensíveis”. Como bem disse Elke Maravilha, somos seres humanos antes de sermos homens ou mulheres.

E foi exatamente isso que rolou nessa Casa, um encontro de seres humanos variados dispostos a trocar experiências. Sem photoshop e sem papas na língua.
Separamos aqui algumas falas marcantes desse final de semana. Que elas ecoem, vazem, explodam por ai. Porque, afinal, lugar de mulher é mundo. E aguarde, nos próximos dias postaremos aqui vídeos, fotos, momentos e impressões desses dois dias.
“Este preconceito degradê no Brasil que é fogo” –Negra Li, cantora
“Empresas que têm mulheres em cargos de 1a. linha, dão retornos maiores do que empresas que só tem homem” -Paula Nader, diretora de marketing do Santander

“Tenho o hábito de visitar hospícios. gosto de encontrar meus semelhantes” –Elke maravilha, diva
“Todo dia você ganha 24 horas, o que você vai fazer com isso é você quem vai decidir” –Ana Claudia Arantes, médica e sócia da Casa do Cuidar
“Se o filho é gay, a família leva para fazer tratamento. Agora se o filho é homofóbico, é motivo de orgulho” – Carol Marra, atriz
“Caralho, tem gente pra caralho que não gosta de fiu-fiu” -Luana Piovani, atriz
“A alma gêmea é um delírio coletivo e compartilhado” -Maria Lucia Homem, psicanalista

“No decorrer da carreira, a mulher pede muito menos aumento que o homem” –Angela Pêgas, consultora de recrutamento
“Pior do que matar um leão por dia é desviar das antas” –Luana Piovani, atriz
“Eu não vendo meu corpo, vendo exclusividade” -Lola Benvenutti, escritora e prostituta

“As meninas não querem pedir para os parceiros usarem camisinha. Dizem: ele vai pensar que eu sou vagabunda” –Joana de Vilhena Novais, psicanalista
“Foi no ano passado que o primeiro negro entrou no Itamaraty. Precisamos avançar!”, -Alexandra Loras, consulesa da França no Brasil
“Cirurgia? O mais importante é a diversidade das Bocetas” – Fausto Fawcett, compositor
“Pobre, negra, mulher e do rap é preconceito pra caramba.” -Negra Li, cantora
“Sou do tempo em que jornalismo para mulheres era apenas a editoria de moda e culinária” -Sandra Annenberg, jornalista
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