Você já deu ou tomou porrada na vida?
Os candidatos a prefeitura de SP respondem à nossa enquete

Luiza Erundina (PSB)
Nunca dei, mas tomei um socão de um policial quando era vereadora, em 83. Foi numa favela que estava sendo derrubada em Guaianases (periferia de São Paulo). Faltava derrubar um barraco e eu fui defender as crianças que estavam lá dentro. A polícia, intolerante, me bateu e derrubou tudo. Sou tranqüila, detesto qualquer tipo de agressões.
Romeu Tuma (PFL)
Não dei, mas em 92 fui com a minha esposa ao Mappin comprar umas panelas. Quando estávamos saindo, um trombadinha quase levou minha carteira na Av. São João (centro de São Paulo). Ele tentou me bater e quando eu ia dar com a panela na sua cabeça, me reconheceu e gritou: ‘É o homem!’. Saiu correndo. Me livrei dessa por pouco!
Geraldo Alckmin (PSDB)
Quando eu era pequeno, em disputas de futebol sempre aconteciam umas briguinhas, mas era coisa de criança. Quem diz que nunca brigou na infância, mente. Desde então eu nunca sofri nem um tipo de agressão. Sou muito calmo, incapaz de bater até no meu cachorro. Nos debates, às vezes sou muito provocado, mas não fico nervoso de jeito nenhum. A calma é a virtude dos fortes.
Marta Suplicy (PT)
Fisicamente eu nunca dei nem levei, mas campanha é uma fase na qual se leva muita porrada – o importante é responder com elegância e não entrar nesse nível de discussão. Desde que nascemos não somos criados para negociar conflitos, mas para sair na porrada. Qualquer candidato a um cargo majoritário deve mostrar que brigas não são o melhor caminho, tanto na vida profissional como na pública.
Celso Pitta (PTN)
Prefeito em exercício (pelo menos até o fechamento desta edição) e ex-marido mais falado da cidade. Celso Pitta recusou-se a responder a nossa pergunta considerando-a muito vazia, segundo afirmou seu assessor André Sales.
(Renata Leão)
*Nota da Redação: se acaso esquecemos de algum candidato nesta enquete, é porque tal figura não valle a pena.
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