por Cleiton Campos

Dois australianos inventaram um forma de recolher o lixo que infesta os oceanos

De tanto se desviar do lixo flutuante ao tentar pegar ondas, uma dupla de surfistas de Perth, capital do estado da Austrália Ocidental, um dia decidiram fazer alguma coisa para enfrentar o problema. Depois alguns anos criando protótipos, Andrew Turton e Peter Ceglinski, chegaram a uma solução tão simples quanto engenhosa. Uma lixeira flutuante, literalmente.

Com o apoio de um financiamento coletivo, a dupla desenvoleu a lata de lixo capaz de sugar óleo, detergentes e resíduos sólidos, antes que uma tartaruga ou outro animal marinho confunda o nosso lixo com comida. “Nosso maior desafio até agora foi levantar $260 mil dólares para produzir algo que as pessoas comuns não vão comprar, mas claro, também se beneficiam”, explica Ceglinski, um dos criadores do aparelho. As primeiras 50 “sea bins” que serão produzidas, serão destinadas, principalmente a marinas, lagos residenciais, cursos d’agua - lugares onde esse tipo de lixo costuma ser produzido.

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Calcula-se que em 2050 os oceanos terão mais plásticos do que peixes, segundo relatório apresentado no último Fórum Econômico Mundial. É claro que, diante do tamanho estrago, não dá para esperar um impacto significativo, mas que é uma boa ideia, não dá para negar. “Claro que recolher uma garrafa pet da praia só vai ter resultado se milhares de pessoas fizerem o mesmo. O maior desafio, continua sendo educar o povo”, pondera Peter.

As primeiras lixeiras marinhas estão em produção e devem ser entregues no fim de 2016.

Vai lá: seabinproject.com

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