31 de dezembro, 2014. Juntei as mulheres que mais amo, as mulheres dos homens que mais amo e mais algumas que tinha acabado de conhecer. Estávamos na casa do Don L, meu rapper cearense favorito, no centro de São Paulo. Atrás dela explodiam os fogos, a cidade brilhando, alguns caras já gritando na rua. A mesa na sala cheia de pratos e garrafas, champanhe e flores, e purpurina por todo canto. Tinha acabado de me separar da pontinha do meu dedinho (fazendo caipirinha, parabéns para mim) e deixado um balde de sangue na pia, além de minha única roupa branca encardida de vermelho. Esse meu dedinho mais curto ainda dói de vez em quando, mas gosto dessa dorzinha, porque toda vez lembro dessa festa e dessas mulheres tão maravilhosas, levantando os vestidos para mim. Sim, pedi para elas irem todas para a varanda, para que levantassem a saia para elas mesmas, para o ano que estava chegando, e para a cidade que se espalhava por trás, rumo ao futuro.
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