Rotina: doença crônica não diagnosticável
Fugitivos
De verdade parece que estamos desesperados para nos transportar para outras vidas. Queremos de todas as formas, escapar às rotinas massacrantes, ao dia a dia cansativo que nos oprimem tanto. É quase uma doença crônica não diagnosticável que nos faz sofrer fininho. Chamam “stress”. Estamos a fim de aventura, de novos conhecimentos, novas pessoas e engajamentos decorrentes. Temos consciência de que somos transgressores e que estamos sedentos pelo novo. Que sempre queremos ir além do permitido e até do imaginável. Buscamos a fantasia, mas não queremos pagar nenhum preço. Vestimos informações de como queremos ser lidos e não de como somos. Acreditamos que a primeira impressão é a que fica mesmo. O problema é que as respostas não preenchem porque querer não é ser e muito menos poder. A “autossugestão” que recheia o postulado de “autoajuda” provou-se engodo. Nossa consciência pode nos absolver, mas as consequências de nossos atos serão sempre irreversíveis para nós e para o mundo. Tudo tem seu preço e nada é gratuito. E nós só queríamos viver intensamente, abrindo a alma para o momento, ciente de que é tudo o que existe…
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Luiz Mendes
05/03/2012.
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