Quando soube que os nazistas incineravam livros aos milhares, às vésperas da 2a Guerra, Freud comentou, ingênuo: É um avanço. Antigamente, queimavam pessoas. Auschwitz comprovou: de livros a pessoas, para a fogueira é só um passo. É disso que trata o clássico da ficção científica Fahrenheit 451 (temperatura em que o papel pega fogo). Numa era indeterminada ? talvez o século XXI? ?, bombeiros têm a função de incinerar todos os livros que encontram, as pessoas só assistem à TV e, como no Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, usam drogas para ser felizes. A obra foi filmada por Truffaut (um remake, com Mel Gibson de protagonista, será lançado em breve), e há décadas não era reeditada por aqui. Em tempos de alegre celebração da estupidez ? vide o Big Brother Brasil ?, um livro mais do que necessário. (Ronaldo Bressane)
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