Logo Trip

Passando o limite

Tragédias e perigo são elementos dos esportes de ação

Trip

Créditos: Murillo Meirelles


Por Redação

em 21 de setembro de 2005

COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

Noronha cobrou caro, fim de semana passado, a taxa que o surfe exige dos menos prudentes. Um surfista iniciante morreu sexta-feira depois de ser duramente castigado pelas pesadas e ocas ondas da Cacimba do Padre.

Uma ondulação de no mínimo 6 pés havaianos, que muita gente jura ter quebrado com 8, é uma cena maravilhosa, tentadora e ao mesmo arriscadíssima.

Em 2002 o documentário que mostra as etapas do circuito mundial revelou que até os profissionais de grosso calibre tremem quando o mar ultrapassa seus limites. Quem assistiu à etapa Teahupoo no Tahiti viu o medo tatuado no rosto de boa parte dos profissionais.

Tem que fazer parte do arsenal de um bom surfista, a capacidade de avaliar até onde vão suas habilidades e onde fica a barreira imposta por seus limites. Lisandro, um surfista amador que trabalha com o Ibama, fez o que pôde tentando trazer de volta à vida um surfista que não soube executar com precisão essa avaliação. O rapaz morreu.

Em tempo, no mesmo fim de semana, os surfistas locais, aproveitando a estrutura deixada pelo campeonato internacional, fizeram sua competição interna em ondas consideradas cabulosas por quem teve o privilégio de assistir da praia. Detalhe, o prêmio para o campeão era um par de óculos escuros.

O snowboarder Jeffrey Anderson, 23, morreu de forma bizarra no fim de semana passado. Uma das maiores promessas do esporte, o americano estava ?treinando? para a competição da qual iria participar em Nagano, Japão, na escada do hotel em que estava hospedado. Como se treinar na escada do hotel na véspera da prova já não fosse suficientemente esquisito, eram exatamente três e quinze da manhã quando Jeffrey, que descia as escadas lateralmente e de costas para aprimorar algumas manobras, perdeu o equilíbrio e rolou 50 pés até parar, já desacordado. Foi levado ao hospital, mas pronunciado morto devido a múltiplos traumatismos cranianos.

Na sétima edição dos X-Games de inverno, um esporte em particular ganhou em popularidade dos demais. Para desespero dos românticos, trata-se do SnoCross, uma corrida de motos de neve modificadas e envenenadas, que fazem um barulho do diabo e se enfrentam em uma pista cheia de calombos, desvios e obstáculos. É cristalino como o gelo que o que assombra e deleita os americanos são tombos espetaculares e saltos de mais de três andares de altura. Não é preciso dizer que o pacato resort que sediou os jogos foi transformado em pista de combustão espontânea, digna das provas do circuito Nascar.

Quem pilota uma moto dessas na neve, com nove outros indivíduos igualmente motorizados em calorosa perseguição, não necessariamente quer interagir com o ambiente, ou respeitá-lo. É também discutível que tipo de coeficiente esportivo uma atividade que requer motores diferentemente regulados pode ter. Para o bem ou para o mal, tamanho foi o sucesso desse tal SnowCross, ele parece ter definitivamente entrado na lista de esportes dos jogos. Resta saber se aqueles que hoje já podemos chamar de tradicionais (snowboard, bikecross, big-air) perderão terreno. 

Embalado

Apesar de estar sem seu principal patrocinador, Neco Padaratz, depois de ganhar o WQS de Fernando de Noronha, voltou a vencer, na terceira etapa do Abrasp SuperTrials, em Torres, RS.

Cachorrada

Está em curso a 31ª Iditarod Trail Slad Dog que, como o nome indica, é uma corrida movida a cachorros. São mil e oitocentos quilômetros, cruzando o Alasca de lado a lado. O primeiro colocado deve completar a loucura gelada de 15 dias.

Não vai rolar

Salvo um furacão do além, a segunda edição da Tow-In World Cup, cujo período de espera termina amanhã, não vai acontecer este ano. A prova de ondas grandes em Maui, Havaí, é organizada por brasileiros.

PALAVRAS-CHAVE
COMPARTILHE facebook share icon whatsapp share icon Twitter X share icon email share icon

LEIA TAMBÉM