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Ópera Rock

David Byrne vai do popular ao lírico em show empolgante

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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O ex-líder do Talking Heads apresentou na última quinta-feira um show impecável, misturando velhos hits da banda a um excelente repertório de canções do disco Grown Backwards. Ao contrário da última turnê que o músico fez no Brasil (The Visible Man), cheia de efeitos visuais e trocas de roupa  ? algumas bem esdrúxulas e teatrais ? este show marcou pelo figurino sóbrio (uma elegante farda marrom) e atuação minimalista de Mr. Byrne. Não menos inovador no entanto, mostrou seu talento ao transitar por antigas canções, velhos compositores e novos ritmos, combinando em um mesmo show a canção francesa ?Au Fond du Temple Saint?, de Georges Bizet, o rock nervoso de ?Psycho Killer? e a ária ?Un di Felice, Etérea?, da La Traviata, de Giuseppe Verdi.


As novas composições, mais complexas, melódicas e com arranjos para sexteto de cordas (a ótima The Tosca Strings, quatro violinos e dois violoncelos), percussão, baixo, bateria e guitarra, até que foram bem assimiladas pelo público da casa. Mas o Tom Brasil ferveu mesmo aos primeiros acordes do clássico ?Road to Nowhere?, do disco Little Creatures. A platéia, em sua imensa maioria na casa dos 40 anos, cantou e chegou a ensaiar umas dancinhas quase empolgadas em meio às mesas que lotavam a pista; porém a maior parte do tempo ficaram sentados, apenas apreciando as reboladinhas afetadas de David Byrne.


 


Por sinal, a nota destoante da noite foi o comportamento lamentável do público. Entre uma música e outra e até mesmo durante, o burburinho de vozes na platéia era incessante: conversinhas paralelas, cantadas baratas, discursos embriagados, gritos mal-educados, nada disso parecia ter fim. Um incidente isolado é uma coisa que acontece. Mas o que vem sendo cada vez mais comum nas casas de show de São Paulo é uma total falta de respeito de parte do público para com o artista e as pessoas que estão ali para apreciar um espetáculo por completo e não apenas para ver o ?cara daquela banda que tocava aquela música? enquanto aproveita pra `xavecar umas minas`.


 


Palmas: para o som da casa


Vaias: para o consumo excessivo de uísque


 


Quer saber mais?


David Byrne esteve nos estúdios do TRIP FM esta semana. Ele falou, entre outras coisas, sobre a influência da MPB em suas músicas, os artistas brasileiros com quem gosta de tocar e seu novo disco Grown Backwards. Para não perder, clique aqui e saiba os locais e horários de exibição pelo Brasil. Sintonize e aumente o volume!


 


(por Eva Uviedo fotos Eduardo Marçal)

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