MUDA, NÃO MUDA
Independe dos resultados das últimas provas do Mundial de surfe, a temporada já pode ser comemorada pelos brasileiros
Independe dos resultados das últimas provas do Mundial de surfe profissional, WQS e WCT, em andamento no Havaí, a temporada já pode ser comemorada pelos brasileiros.
Nem mesmo a limitação de somar no máximo três pontuações por região da ASP (Association of Surfing Professionals) na divisão de acesso, impediu a boa performance do time brasileiro no Tour.
A medida, entre outras, a mais importante implantada esse ano no WQS, visa a preparação dos atletas para enfrentar as condições de mar mais exigentes, hoje encontradas na divisão de elite (WCT). Isso segundo a organização.
Para muitos brasileiros no entanto, a mudança foi feita sob medida para limitar a ascensão de nossos atletas. Com o Brasil há anos promovendo a perna mais forte do Tour, em tese, levávamos a vantagem de somar, em casa, muitos pontos.
Seja qual tenha sido o definitivo motivo das alterações das regras, o desempenho dos brasileiros continua crescendo. É muito provável que hoje, em Sunset, quando terminar o Rip Curl Pro, última prova do QS, façamos nosso terceiro campeão mundial da temporada. Isso sem contar com o mundial por equipes, organizado pela ISA (International Surfing Association).
Salvo uma combinação que qualquer matemático classificaria como improvável, Armando Daltro deve chegar ao seu primeiro título do WQS, o quinto do Brasil em nove edições da competição. Ele irá se juntar a Tita Tavares, campeã feminina do WQS e Pedro Henrique, campeão júnior.
Para a temporada de 2001, a polêmica mudança do calendário do WCT que previa o início da temporada em fevereiro com o Pipe Masters, no Havaí, e o final em setembro em Trestles, Califórnia, foi preterida. Ainda bem.
O calendário aprovado esta semana, depois de três dias de negociações, terá início em abril na Austrália, seguirá para a temida onda de Teahupoo no Tahiti, depois G-Land, Java, fechando o primeiro semestre no Rio de Janeiro. Em julho o circuito chega à sua metade com a prova de Jeffrey’s Bay, África do Sul, segue para duas provas na Califórnia, outras duas em setembro na Europa, incluindo Mundaka, e termina em novembro em Sunset, Havaí, num total de 10 provas no masculino. Outras duas provas exclusivamente femininas, que contará com sete etapas, completam o calendário.
O tradicional Pipe Masters passará a ser uma prova especial ‘Campeão dos Campeões’, fechando a temporada. Para os surfistas, que queriam que a temporada terminasse mais cedo, uns para relaxar, outros, os que precisassem, buscar resultado no WQS, o calendário não agradou. Em compensação a premiação subiu, de US$ 165 para US$ 250 mil por prova.
NOTAS
BIG SURFE
Foi confirmado o período de espera para a realização da terceira edição do Men Who Ride Mountains entre os dias 1º de dezembro e 31 de março de 2001. O evento reúne 20 entre os maiores surfistas de ondas grandes do mundo, em Half Moon Bay, no sul de São Francisco, EUA. Os atletas disputarão uma premiação de US$ 75 mil.
DUPLAS
Jair de Oliveira e Jojó de Olivença faturaram o inédito título brasileiro de surfe em Itamambuca, Ubatuba. O prêmio, uma pick-up Ford Courier, será dividido em três, já que Joca Jr substituiu Jojó na primeira etapa, na equipe batizada de 4 jotas, o quarto de Jesus.
KITE
Segue no Rio a nona e decisiva etapa do Mundial de kiteboard. A final da primeira fase foi disputada ontem pelos franceses Franz Olry e Christopher Tasti que estão entre os candidatos ao título do ranking. A competição termina sábado.
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