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Supersurf decide os campeões brasileiros em Outubro

em 29 de setembro de 2005

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O brasileiro de surfe esquenta ao se aproximar do fim. Cada vez mais forte e disputado, o SuperSurf só conhecerá seus campeões na última etapa do circuito, depois de passar por águas nordestinas. E foi só o Supersurf aportar na Costa do Sauípe, BA, para que os surfistas da área fizessem a festa. Na única etapa do ano a visitar as praias de cima, foram a potiguar Alcione Silva e o paraibano Jano Belo que levantaram os canecos. Com o resultado, fica para a etapa de Ubatuba, na praia de Itamambuca, entre 12 e 16 de outubro, a definição dos campeões. No feminino, a cearense Silvana Lima embora não seja a líder leva vantagem no critério de descarte – os quatro melhores resultados das cinco etapas serão somados. Sua maior adversária entre as 24 competidoras é Alcione Silva. Já no masculino, oito dos 64 surfistas na disputa têm chance de se sagrar campeões.

Quando as ondas ajudam, não foi o caso da etapa baiana, os duelos do SuperSurf são de alto nível e não raro marcados pelo encontro de gerações. No Sauípe, Jano Belo, 23, enfrentou, na final, o veterano Fábio Gouveia, 36. Quem os visse duelando onda a onda, não poderia imaginar que Jano cresceu idolatrando Fábio. Ambos paraibanos, foi no ídolo que Jano se inspirou para seguir carreira profissional, opção difícil em face das limitadas oportunidades. E este é um grande mérito do circuito. Hoje com patrocinadores de porte mundial, Volkswagen, Tim e Havaianas, o SuperSurf é o maior circuito regional do mundo, uma ótima fonte de novos talentos e rara oportunidade para atletas que ainda não têm representatividade internacional conseguirem patrocínios e chances de exposição nacional.

Talvez vislumbrando esse potencial de nosso mercado, a ASP andou sondando os organizadores do SuperSurf para transformar as etapas do circuito nacional em etapas do WQS, o mundial de acesso. Embora tenha aspectos favoráveis, a mudança transformaria o importante circuito nacional em etapas de duas ou no máximo três estrelas, pouco relevantes, do mundial, além de comprometer os pontos favoráveis citados acima. Defensores pregam que só dando às etapas punch internacional esses atletas estariam em condição de competir com os melhores do esporte. A defesa é discutível, já que nas últimas edições os nossos tops do WCT não conseguiram grandes colocações por aqui.

Pelo sim pelo não a ASP proibiu a partir do ano que vem que atletas que disputam o WCT participem de provas não sancionadas pela ASP. O calendário do SuperSurf, que era elaborado visando a participação de nossos maiores ídolos na disputa nacional, não vai mais precisar ter essa preocupação, é uma pena, mas o circuito, em seu sexto ano e com transmissões ao vivo pela TV, está sedimentado e continuará forte.

Enquanto o SuperSurf esquenta aqui, ao norte do equador Kelly Slater se aproxima de seu sétimo título mundial. No domingo, na Califórnia, EUA, o americano provou que está focado e disputou sua terceira final consecutiva. Ao vencer pela quarta vez no ano, Slater abriu mil pontos de vantagem sobre Andy Irons, o segundo colocado. Agora, a elite mundial passa pela França antes de aportar, no dia 31 de outubro, em Santa Catarina.NOTAS

Corrida de aventura
Torres e Gramado, RS, estão no roteiro de 444 km do Ecomotion Pro cuja largada será no próximo sábado. Mais importante prova no país e valendo pontos para AR World Series, 50 equipes de 12 países estão inscritas.

11 de setembro
Na data que ficou estigmatizada o brasileiro Carlos Burle estava em Teahupoo, Taiti, surfando bombas com cerca de 20 pés

Festival de escalada
Em sua quinta edição o Blox acontece neste final de semana em Paraisópolis, MG, com a proposta de reunir os amantes do esporte para praticar várias modalidades, sem competição, sem premiação, só pelo prazer.

Folha de S.Paulo

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