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Honolua e Pipeline

Aos 22 anos, Chelsea Georgeson coroa seu talento nato faturando o título mundial de surfe

em 21 de dezembro de 2005

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Quem já viu a australiana Chelsea Georgeson surfar garante que ela, ao vivo e em cores, encarna uma das melhores representações da velha e poética colocação "one with the wave". O que significa dizer que Chelsea se mistura ao elemento e se completa a ele. Na cabeça de um surfista – amador, profissional ou eventual – não há situação mais forte e cobiçada do que essa harmonia com a onda.

Uma das primeiras pessoas a flagrar Chelsea misturada ao meio, há sete anos, numa tarde qualquer de um verão australiano, foi a americana e veterana Lisa Anderson, surfista tetracampeã mundial. Lisa, que estava se preparando para entrar no mar de Avalon, um break de Sydney, viu uma garota que ela não sabia quem era dropar uma onda. Na mesma hora, impressionada com a facilidade como a menina dominava manobras, com o estilo suave e ao mesmo tempo arrojado, sentou na areia e passou alguns minutos a observá-la. Ainda impressionada, passou a mão no telefone e ligou para seu patrocinador: "Escuta, tenho aqui sua mais nova contratada. Não sei quem ela é, mas, assim que sair da água, descubro". Foi assim que Chelsea Georgeson conseguiu seu primeiro contrato de patrocínio.

Ex-bodyboarder, Chelsea sempre gostou do mar. Sozinha, aprendeu a descer uma onda, de barriga e de pé. Depois que Lisa abriu as portas, Chelsea passou a acompanhar o circuito mundial e rapidamente descobriu uma melhor amiga, a peruana Sophia Mulanovich, que, ano passado, conquistou seu primeiro título. Entre um bom resultado e outro, ia se mantendo entre as dez melhores, mas ainda faltava o título máximo. Quis o destino que, este ano, as duas amigas disputassem o caneco. Mas o esperado e dramático confronto em uma final não aconteceu porque a brasileira Jaqueline Silva, nas águas de Honolua, Maui, durante o Billabong Pro, eliminou Mulanovich nas quartas.

A australiana chegou à sua quarta vitória na temporada e ao merecido título. Aos 22 anos coroa seu talento nato. Mais madura e segura do que no começo de carreira, Chelsea tem tudo para se tornar uma das maiores surfistas da história do esporte. Pelo menos é isso o que diz Lisa Anderson. E, ao que parece, ela é boa de palpites.
 

* * *

Enquanto isso, em Pipeline, Andy Irons vencia o Rip Curl Pipeline Masters e o Triple Crown of Surfing pela terceira vez para terminar o ano com um gosto menos amargo do que aquele que ficou em sua garganta depois de perder o título mundial para Kelly Slater. A diferença entre eles acabou ficando de apenas 102 pontos (7962 X 7860).

Irons disputou a bateria final contra seu irmão Bruce, o conterrâneo havaiano Kalani Chapman, que fez uma grande campanha vindo das triagens em Pipe, e contra Mick Fanning, terceiro no ranking e vice no Triple Crown. Como não poderia deixar de ser, dedicou a vitória ao taitiano Malik Joyeux, o surfista que perdeu a vida em Pipeline dez dias atrás.

Notas

Brasil no WCT 2006
Oito atletas, um a mais que este ano, representarão o país na elite mundial na próxima temporada. Victor Ribas, 15º, o melhor brasileiro, Paulo Moura, Peterson Rosa e Marcelo Nunes se classificaram pelo ranking principal, sendo este último beneficiado pela aposentadoria de Luke Egan após 20 anos ininterruptos de WCT. Adriano de Souza, campeão da divisão de acesso, Raoni Monteiro, Pedro Henrique e Yuri Sodré conquistaram a vaga pelo ranking de acesso. Bernardo Pigmeu, que se contundiu durante o ano, pleiteava uma vaga como convidado mas não levou.

Oito atletas, um a mais que este ano, representarão o país na elite mundial na próxima temporada. Victor Ribas, 15º, o melhor brasileiro, Paulo Moura, Peterson Rosa e Marcelo Nunes se classificaram pelo ranking principal, sendo este último beneficiado pela aposentadoria de Luke Egan após 20 anos ininterruptos de WCT. Adriano de Souza, campeão da divisão de acesso, Raoni Monteiro, Pedro Henrique e Yuri Sodré conquistaram a vaga pelo ranking de acesso. Bernardo Pigmeu, que se contundiu durante o ano, pleiteava uma vaga como convidado mas não levou.

Regulamentação dos esportes radicais
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segunda discussão o projeto sobre a prática de esportes e atividades de aventura ou radicais no município. A idéia é permitir a prática tanto em espaços públicos como em particulares atendendo a requisitos de segurança. Falta o prefeito sancionar a lei. 

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