Gelada em Vladivostok
Décio Galina se enfiou em uma roubada ao decidir ver uma partida de futebol na Rússia
Créditos: Luiz Maximiano
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Sol, céu limpo e um frio abaixo de zero na russa Vladivostok. No primeiro tempo, já deu pra sacar que dificilmente aguentaríamos o desfecho do embate entre Luch-Energy (time da casa) e Kuban Krasnodar, partida da segunda divisão do campeonato local. Mas a beleza da vista para o mar do Japão, que torna o estádio Dínamo um dos mais bonitos do mundo, valeu a roubada. O jogo quase foi adiado por causa da neve de 13 de abril. Com o fim da nevasca, 5.200 torcedores compareceram ao estádio – e lamentaram o péssimo desempenho de seu time. Difícil prestar atenção no jogo com a vista para o mar. A ventania que sopra do Pacífico congela os ossos. No início do segundo tempo, o time de Krasnodar abre o placar. O fotógrafo Luiz Maximiano prevê: “Não vai dar”. E não deu mesmo. Após uma bola na trave do Luch-Energy, perdemos para o frio e voltamos correndo para o hotel. Até hoje não sei se o Luch conseguiu empatar. Virar aposto que não virou.
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