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CAMPEÃO, E COROA

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Começa hoje na Austrália a 28ª edição do Circuito Mundial de Surfe Profissional. De 1976 para cá foram 11 campeões. Consagrando nomes como Peter Townend, o primeiro, Mark Richards, o recordista, Tom Curren, responsável por encerrar a hegemonia australiana, até chegar ao atual, Kelly Slater, o maior de todos.
Durante muito tempo o circuito consagrou também um formato que privilegiava os chamados Top 16. Eles eram praticamente intocáveis. Só entravam na água depois que trialistas já haviam ralado em diversas baterias, e por fim, disputando com os Back 14 mais dois convidados o direito de enfrentá-los. Esse modelo que perpetuava a elite foi estebelecido pela IPS (International Professional Surfing), e mantido pela ASP desde sua fundação em 83 até o começo desta década com uma diferença, o número de etapas dobrou.
Em 92 o circuito passou a ser disputado em duas divisões, a principal (WCT) e a de acesso (WQS). O novo critério pretendia estimular a renovação, proposta que se efetivou parcialmente uma vez que a maioria dos atletas disputava os dois rankings para se garantir na elite.
Novas mudanças estão em curso no Tour que se inicia, mas o principal objetivo não é estimular novos talentos, e sim resgatar velhos.
Mais quatro vagas (três do WCT e uma do WQS) passarão a ser ocupadas por convidados. A partir do ano que vem os 25 melhores do WCT, em vez dos 28 atuais, e os 15 melhores do WQS, formarão a elite mundial (Top 40), juntando-se a eles oito convidados por etapa. Os quatro novos ‘wild cards’ serão destinados a ex-campeões mundiais.
Uma estratégia de marketing apropriada para tornar o circuito mais atraente para o público, especialmente o da TV.
Mudanças como essa podem contribuir para o sucesso comercial do Tour, que tem evoluído. Em 76 os competidores dividiram US$ 65 mil em prêmios. Este ano cerca de US$ 1,6 mihão serão distribuídos. Um crescimento significativo, mas ainda muito aquém do tamanho da indústria.

NOTAS
WQS
O californiano Taylor Knox estragou a festa dos australianos na final de sétima etapa do circuito de acesso disputado em ondas pequenas no domingo em Newcastle. Único estrangeiro entre os oito finalistas, Knox demonstrou disposição para recuperar a vaga perdida este ano. Já é o segundo no ranking liderado pelo brasileiro Armando Daltro.

Heliboard
Snowboarders / aventureiros, os irmãos Oskar e Leonardo Metsavah acabam de retornar do Alaska, o Havaí do surfe na neve. Segundo apuraram, foram os primeiros brasileiros por lá, onde só se pratica o esporte subindo de helicóptero, ao custo diário de US$ 450 per capita.
A trip foi tão boa que eles voltam com o cinegrafista Silvestre Camp em abril para realizar um documentário.

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