5 graus de separação
Dylan, Caetano e mais: uma seleção dos cinco melhores discos “de separação” da história
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Separar-se é sempre doloroso, mesmo quando a gente quer. Uns se descabelam, remoem culpas, sentem-se traídos, choram nos cantos. Outros, mais afortunados, fazem tudo isso e ainda criam discos – alguns deles, obras-primas. Pensando nisso, escolhemos cinco dos melhores discos “de separação” da história.
Blood on the Tracks_ Bob Dylan, separando-se de Sara, faz das tripas coração. Ele nunca assumiu o caráter autobiográfico do álbum, mas o filho Jakob, líder do Wallflowers, deixou claro que as músicas são “uma conversa entre meus pais”.
Certa manhã acordei de sonhos intranquilos_ Separado da mulher, a atriz Alessandra Negrini, Otto mergulha num inferno pessoal e sai de lá com um CD que mistura Kafka e Lupicínio Rodrigues.
Here My Dear_ No acordo pelo divórcio, Marvin Gaye deveria ceder os lucros de seu disco seguinte à sua ex, Anna Gordy. O resultado é pura lavação de roupa suja em forma de soul e funk.
Cê_ Voltando ao rock com uma banda de garotos, Caetano manda um recado injuriado e nada sutil que muitos acreditam ser dirigido à ex Paula Lavigne: “Você foi mó rata comigo”.
Convite para ouvir Maysa nº 2_ “Bom dia, tristeza”, “Felicidade infeliz” e principalmente “Meu mundo caiu” davam o tom pós-desquite na vida da inquieta Maysa, a rainha da fossa.
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