Quem tem medo de balão?
Prática tradicional no Brasil, a soltura de balões de papel é proibida desde 1998. Mas o número de balões no ar segue crescendo. Acompanhamos um rolê de baloeiros para entender o que move essa galera
Por Redação
em 21 de agosto de 2017
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São três meses ou até três anos, dependendo do número de pessoas ou do tamanho do projeto, que uma equipe fica colando pedacinhos de papel de seda até ver seu balão pronto para subir no ar e poder admirá-lo por alguns minutos antes de perdê-lo de vista.
Prática popular e tradicional no Brasil, a soltura dos balões de papel, conhecidos também como balões juninos, é proibida desde 1998.
Quase vinte anos a após a proibição o número de balões no ar segue crescendo. O risco que oferecem fez com que em 2016 o espaço aéreo brasileiro fosse classificado internacionalmente como “criticamente deficiente”. Para os pilotos isso significa que sobrevoar o país é tão inseguro quanto a uma zona de guerra.
O Trip TV acompanhou um rolê de baloeiros apaixonados em Tunas, no Paraná, para entender o que move essa galera na busca de regulamentar a prática.
Atualização: Após a publicação do vídeo, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) informou à Trip que alguns dos critério exigidos para possibilitar a regulamentação não foram totalmente contemplados no evento de Tunas, como o balões que ultrapassaram a área delimitada para o festival. Ainda assim, o festival foi avaliado positivamente quanto a ocupação do espaço aéreo. De acordo com o Brigadeiro Luiz Ricardo (Subdepartamento de Operações – DECEA), através do aprimoramento do controle dos balões e novos testes, será possível se estabelecer festivais anuais para baloeiros nessa região no futuro.
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