por Gabriela Borges

Indicado ao Grammy Latino em três categorias, o cantor é um dos maiores nomes da música pop argentina

Kevin Johansen é um dos maiores cantores da música pop argentina. Indicado nesta semana ao Grammy Latino em três categorias (canção do ano, melhor canção alternativa e melhor álbum de cantor/compositor), o artista esteve em São Paulo para o primeiro show da turnê de seu sexto disco, Mis Américas, e lotou o teatro do Sesc Vila Mariana nos três dias de apresentação.

Típico porteño buena onda, ele falou portunhol durante toda a conversa com o Trip TV. Filho de uma argentina e um militar que se recusou a lutar no Vietnã, Kevin nasceu no Alaska, foi criado entre São Francisco e Texas nos anos 70 e se mudou para Buenos Aires antes dos 15 anos.

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Ele contou que sua mãe era apaixonada por música latina e que cresceu ouvindo ritmos cubanos, folk e música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Paralamas do Sucesso e Titãs. E falou de como Hilly Krystol foi importante para que seguisse misturando vários idiomas em suas composições. O dono do club CBGB’s (berço do punk rock) apadrinhou Kevin na década de 80, quando viveu Nova York.

Kevin falou também sobre fumar maconha antes de tocar, a crise da democracia em todo o mundo e sobre “Torcer a favor”, música gravada com Arnaldo Antunes e que se opõe ao ‘Brasil, decime qué se siente’, que seus conterrâneos costumavam cantar durante a Copa de 2014.

* A entrevista foi gravada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, na instalação Lágrimas de São Pedro, de Vinícius S.A., parte da exposição Provocar Urbanos: Inquietações sobre a Cidade, em junho de 2016.

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