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Quem já era nascido nas décadas de 70 e 80 lembra. Um belo dia, apareceu um tipo de evento incrível: as festas Tupperware. As “mães” se encontravam na casa de outra mãe para fazer um encontro com doces e salgadinhos no meio da tarde. As crianças ficavam olhando aquelas festas de adulto enquanto comiam docinhos e achavam chique. Por outro lado (caso da editora desta seção), era bem chato quando a sua mãe trabalhava, e por isso nunca foi a organizadora de uma festa Tupperware e você tinha que ir de bicona na das mães das amigas.
Sério. Esse tipo de encontro era tudo e foi revolucionário como modelo de negócio. Há quem diga que foi um passo para a libertação da mulher (que descobriu um jeito de ganhar dinheiro) e quem diga que não serviu para nada, já que mulheres vendendo Tupperware eram donas de casa vendendo… potes de plástico!
Agora, a moda pode voltar! Sim, economistas americanos descobriram que esse ainda é um ótimo modelo de negócio e começam a investir em “festas Tupperware” para vários tipos de produtos. Enquanto isso, bem, as festas continuam Brasil afora com força. Este ano teve até uma quermesse para vendedoras de Tupperware!
Mas a empresa em si, a revolucionária, que inventou os potes de plástico que cabem na geladeira (hoje totalmente incorretos, já que plásticos são plásticos), está deixando de lado as “festas de vizinhança” para investir em… social mídia! Segundo eles, o Facebook é a nova festa Tupperware. Nãoooooo! Nada disso! Festa Tupperware era muito mais legal. Lá a gente podia comer salgadinho e as mães, de fato, se encontravam pra conversar. No Facebook ninguém se encontra! Por favor, Facebook, não mate até nossas memórias de infância. Isso é um apelo.
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