por: Buscofem

Um novo olhar para o prazer

apresentado por Buscofem

Carol Teixeira: ”É urgente tomar posse do próprio corpo e ir contra toda a alienação do nosso poder feminino”

Se você vier me contar um problema, é bem provável que eu te prescreva uma única solução: goze. Acho o orgasmo uma das coisas mais subestimadas da humanidade. No Ocidente, o relegaram a um acontecimento obsceno, quando na verdade ele pode ser fonte de cura e transcendência. Um dos meus pensadores preferidos, Georges Bataille, escreveu que o orgasmo é um momento precioso de descontinuidade do ser: nele, o ego é dissolvido e a pessoa se vê nesse estado de descontinuidade, de conexão com o incorpóreo, com o sagrado. Não à toa, os franceses chamam o orgasmo de petit mort (pequena morte).

Sempre que tenho algum desconforto, busco uma cura no estado orgástico. Para cada fase do meu ciclo menstrual, por exemplo, tento usá-lo de forma a contribuir para aquele momento.

Na TPM, sei que preciso de orgasmos fortes e potentes para distensionar meu corpo e produzir hormônios que sejam um verdadeiro antídoto contra a sensibilidade, o desconforto e a irritação. Então, tento fazer com que minha energia sexual adquira sua potência máxima – que me traz mais bem-estar, alegria e vitalidade.

Quando menstruo não fico muito sexual, mas bem introspectiva, então respeito esse momento do meu corpo e só toco nele com muito cuidado, buscando uma sensação de aconchego, afeto. Massageio minha barriga com óleo de gergelim quente e algumas gotas de óleo essencial de lavanda. O orgasmo nessa fase precisa ser leve.

No período fértil, meu corpo está com a energia máxima, aberto para a troca. Então, busco orgasmos fortes no sexo. Se estou sozinha, uso o orgasmo nessa fase como uma reza, ciente de que, estando no ápice da minha energia, meu corpo funciona como um canal de conexão. Também aproveito esse momento de descontinuidade para mentalizar o que quero para a minha vida e o meu corpo.

Na minha visão tântrica – e na minha experiência –, pensar o orgasmo dessa forma faz todo sentido. Considero esse novo olhar urgente para um empoderamento que vem de dentro para fora, que brota da posse do próprio corpo e vai contra a repressão e a alienação do nosso centro de poder feminino. De um corpo que se entende para si, e não para o outro. E que sabe usar toda sua potência a seu favor.

*Por Carol Teixeira, filósofa, escritora e terapeuta tântrica. 

Créditos

Imagem principal: Mariane Ayrosa

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