por Lígia Nogueira
Tpm #127

Documentário ’A luz do Tom’ mostra a relação do maestro com o sexo feminino

No mês em que completaria 86 anos, o músico Antonio Carlos Jobim será homenageado com mais um filme do diretor Nelson Pereira dos Santos. Depois de A música segundo Tom Jobim, o cineasta lança em janeiro o documentário A luz do Tom. Se o primeiro foi construído sem diálogos, apenas com imagens e sons, o novo longa dá voz às três mulheres mais importantes da vida do compositor. Nos depoimentos, elas falam em off, como se estivessem pensando em voz alta.

O ponto de partida foi o livro Antonio Carlos Jobim: um homem iluminado, escrito por Helena Jobim, irmã do maestro. “Helena era mais nova que o Tom, acompanhou a adolescência, a juventude e os primeiros contatos dele com a música”, diz o diretor, um dos precursores do movimento Cinema Novo. Já Thereza Hermanny, primeira mulher de Tom, foi, como diz Nelson, “a grande namorada do maestro”. Em 1976, Tom conheceu a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, com quem se casaria em seguida. “Ele tinha uma relação afetiva e principalmente de admiração com a mulher”, diz o cineasta. “Além de um gentleman perfeito, Tom era um grande poeta.”  

Vai lá: A luz do Tom – estreia prevista para 25/1

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