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Pratas da casa: Alexandre Potascheff

Esta semana é a vez de conhecer Alexandre Potascheff, piracicabano e produtor do Trip FM

Alê Potas em sua versão Trip FM

Alê Potas em sua versão Trip FM


Por Redação

em 8 de julho de 2009

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Nesta seção, atualizada toda quarta-feira, publicaremos uma entrevista feita por algum funcionário da casa. O entrevistado também sempre será da Trip. Criada originalmente para o blog interno da editora, fez tanto sucesso que resolvemos compartilhar com os leitores do site. Esta semana, repescamos uma entrevista que Daniela Lima*, revisora da Trip, fez com Alexandre Potascheff, produtor da Trip FM.

Quando a Ligia me pediu pra fazer esta entrevista da quarta, confesso que fiquei meio em pânico. Para alguém que está acostumada a checar deslizes ortográficos ou apenas dar sugestões em textos já prontos, pegar uma folha em branco e preenchê-la com palavras até formar algo com o mínimo de coerência não é muito fácil, pelo menos não pra mim. Mas como missão dada é missão cumprida resolvi testar minha veia jornalística entrevistando o nosso menino do interior Alê Potas, do Trip FM.

Vou começar com a pergunta básica: como você entrou na Trip?
Eu estava no segundo ano de faculdade em São Paulo, e uma grande amiga de Piracicaba, que estudou comigo durante minha primeira faculdade, disse que o irmão dela, que era produtor do programa Trip FM, na época na 89, estava precisando de um estagiário. Como ela sabia que eu estava fazendo publicidade e que estava procurando trabalho, me indicou. Aí eu falei com ele, que conhecia de encontrar vez ou outra. A gente bateu um papo, mandei meu currículo e tal, mas na primeira vez não deu certo. Passou um mês e a menina que tinha entrado não funcionou direito, aí ele me chamou e eu tô aqui até hoje. Foi em 2003.

É você que cria os roteiros do programa, decide o que o Paulo vai falar durante as entrevistas?

Não, não é bem assim… Eu faço os textos do programa, todos os textos, inclusive uma pauta. O Paulo segue aquilo como base, na verdade uma coisa ou outra ele acaba lendo ipsis litteris, mas ele sempre dá o jeitinho dele, põe um tom pessoal, porque, pô, o cara faz esse trabalho há 25 anos, então ele sabe fazer isso como ninguém. Então eu escrevo tudo, mas na hora ele muda e faz do jeito dele.

Quem decide a pauta e o entrevistado do programa?
Os convidados a gente vai batendo bola, sempre trocando idéia, “vamos chamar tal pessoa”. O pessoal aqui da Trip, de todas as revistas, sempre faz sugestões, então funciona mais ou menos assim: eu sempre monto uma listinha de possíveis convidados, mando pra ele [Paulo], que escolhe quem ele acha legal ou não e a gente trabalha em cima desses nomes.

O programa todo é gravado aqui, né?
Sim, ele é todo gravado aqui.

Você fez rádio e TV?
Não. sou formado em publicidade pela ECA.

E como você veio parar na produção de um programa de rádio?
Foi aquele lance de estar no segundo ano, querer estagiar… eu pensava em trabalhar com agência no começo, mas quando vi a possibilidade de trabalhar na Trip, que é um veículo que eu já admirava, achava superbacana, trabalhar direto com o Paulo – eu era estagiário, mas querendo ou não ia ter esse contato com ele –, achei uma oportunidade bem legal pra começar na área de comunicação.

Aqui foi seu primeiro trabalho de verdade, depois do estágio?

Foi. Antes eu fiz estágio na agência Júnior, da ECA. Daí no segundo ano, quando eu comecei mais forte a procurar alguma coisa, logo caiu o trampo aqui na Trip e eu pensei: “Vou passar um tempinho pra ver como que é” e acabei ficando…

Publicidade foi sua segunda faculdade, qual foi a primeira?
Fiz dois anos e meio de engenharia agronômica na Esalq [Piracicaba].

Alê Potas em sua versão Trip FM
Alê Potas em sua versão Trip FM

Você saiu de uma faculdade de engenharia pra fazer publicidade? Você decidiu primeiro por engenharia porque era a Esalq, já estava em Piracicaba e você não queria sair de lá?
A minha ligação com a Esalq é de longa data. Meu pai é formado por lá, tem uma empresa que trabalha com produtos de agronomia, conheci muita gente que fez e que faz agronomia, acompanhava meu pai quando ele visitava campo, plantação, enfim, tinha uma ligação forte com isso. Sempre fui pra sítios de amigos, sempre gostei um pouco dessa área da agronomia. Talvez porque o meu melhor amigo fizesse agronomia – eu ainda estava no cursinho – e ele falava: “Meu, é genial, é muito legal”. E agronomia é bacana porque você pode trabalhar desde laboratório – ficar ali enfurnado fazendo pesquisinha com melhoramento genético do algodão – até campo – ficar o dia inteiro na lavoura acompanhando o crescimento da cana, trabalhar com colheita. Ou então você pode ir pra área de marketing ou trabalhar na bolsa, na área de economia; o campo é gigantesco. Como eu estava meio em dúvida do que eu queria fazer da vida, falei: “Então vou lá, que é um ambiente que tenho familiaridade e tem esse campo todo que eu posso experimentar várias coisas e decidir o que quero”. E foi o que aconteceu, acabei experimentando várias coisas e decidi que lá não era meu lugar [risos].

Se você parar pra pensar, você convivia com o mundo da agronomia, tinha uma ligação com esse mundo, e de repente você sai de Piracicaba e vai fazer publicidade em São Paulo, o que é totalmente diferente. É um pouco estranho, não?
Mas é engraçado porque meu pai, quando eu falei que queria fazer outra coisa, ele disse assim: “Pô, sempre soube que você não era agonômo”. Minha mãe, por outro lado, sempre soube que eu podia ter um futuro na área de comunicação, então foi tranqüilo.

E aí você decidiu que ia fazer publicidade?
É, mas foi uma puta decisão difícil. Eu estava com 20 anos, ia começar de novo, voltar pro cursinho. Eu já morava fora de casa, voltei a morar na casa dos meus pais…

Você não morava com seus pais na época da faculdade?
Eu morava em república. A Esalq tem um lance de as repúblicas serem muito tradicionais. Como meu pai fez Esalq e sabia como tudo funcionava, eu falei pra ele: “Pai, pô, beleza, a Esalq é aqui, mas eu acho que essa experiência de sair de casa é importante”. Então eu fui morar em uma república que ficava a três quarteirões de casa e que este ano fez 52 anos, ela foi fundada em 1956.

Ela tem nome?
Fazendinha. Era um puta barato. Eu morava com 13 caras.

E quando você veio pra cá você morou onde? No Crusp?
Não. Tinha três amigos de Piracicaba, cada um fazendo uma coisa, morando aqui. Então eu liguei pra eles e falei: “E aí, gente, tem lugar?”, e os caras: “Claro, vem aí”, e morei com eles bastante tempo. Mas eles já estavam no meio do caminho, por isso depois de dois, três anos eles se formaram e cada um foi pra um lugar. A gente falava que nossa casa era igual aeroporto, que depois de uma hora já é território internacional, né? Era assim: passou o portão era território piracicabano, então pra fora era São Paulo, pra dentro era Piracicaba [risos].

Eu fiz o caminho inverso do seu: morava em São Paulo e fui pro interior fazer faculdade, você é do interior e veio pra São Paulo. Ir pro interior parece muito mais tranqüilo, porque você vai pra uma cidade pequena, é tudo mais calmo, mas vir de uma cidade do interior pra São Paulo é meio loucura. Você conhecia a cidade, vinha sempre pra cá?
Vinha muito pouco pra São Paulo, mas, como eu vim morar com esses amigos, foi um processo gradual. Como eu falei, em casa era um ambiente muito de interior. A gente morava perto da ESPM, porque dois deles faziam essa faculdade, então minha casa estava sempre cheia de gente da ESPM, sempre cheia de amigos, um movimento de gente bacana. No começo eu ficava em casa, num ambiente piracicabano, aí aos poucos fui conhecendo melhor a cidade, fui saindo, me soltando… não sei se eu estou completamente adaptado, eu adoro morar em São Paulo, mas não foi um choque porque eu sempre tive amigos próximos que davam uma força.

E agora você faz o que aqui em São Paulo? Você sai bastante?
Não saio muito pra falar a real, sou um cara bem pacato até… coisa de interior. Sou mais de encontrar os amigos, de ir a uma baladinha eventual, bares, ver um show, mas nada muito… não sou como essas pessoas que adoram sair no meio da semana, voltam às quatro da manhã, no pique, eu sou mais calmo, mais caseiro.

*Daniela Lima, há seis anos na Trip, deixando de lado as revisões pra brincar um pouco de jornalista.

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