Os vestidos de Bia Andreazza
A estilista conta como seus vestidos foram desfilar por todas as festas cariocas
Créditos: Arquivo pessoal
Por Bia Andreazza TPM #99
em 3 de junho de 2010
Quando decidi que queria mesmo trabalhar com moda, não sabia ao certo em qual área atuar. Mas, quando comecei como stylist em editoriais de jornais, como O Globo, e revistas, como a Vogue, percebi como era difícil conseguir roupas de festa bonitas, bem-feitas e com tecidos de qualidade. É claro que existiam vestidos lindos. Em São Paulo tem muita gente que faz roupas incríveis, e no Rio de Janeiro tinha gente bacana começando. Só que usar sempre as mesmas marcas em editoriais não tinha graça para mim.
A ideia voltou quando comecei a ter muitos casamentos para ir e poucas opções de vestidos para comprar. Procurei a Sylvinha, que sempre fez as minhas roupas de festa e as da minha mãe, para confeccionar um vestido que tinha desenhado e queria tirar do papel. Trabalhar com ela foi ótimo: adoro cada prova, adoro ver o vestido tomando forma.
No casamento, o vestido fez o maior sucesso. Até aí, não pensava em começar com o ateliê, era apenas uma ideia futura, mas, na semana seguinte, recebi uma primeira encomenda. Mesmo sem ateliê, e com incentivo da mãe e do namorado, consultei a Sylvinha para saber se ela tinha interesse em abrir um bracinho do negócio dela comigo. Ela aceitou, e fizemos, como sócias, o primeiro vestido. Isso foi em novembro. Até o fim de 2009, produzimos mais seis e fechamos o ano com dois vestidos de noiva encomendados para 2010.
A primeira peça que fiz para uma cliente era igual à que eu estava usando no casamento. Muitas mulheres chegam com a ideia do que querem, outras vêm sem nenhuma. Quando a cliente chega com uma referência, trabalhamos em cima dela tentando adaptar a ideia ao corpo e à ocasião na qual vai usá-lo. Fazer essas adaptações é importante, principalmente porque detesto copiar um modelo. Entendo que as pessoas precisem visualizar o que vão usar e, para isso, nada melhor do que copiar para dar segurança. Mas não acho legal e sugiro mudanças. No fim, todas ficam felizes.
Com as clientes que chegam sem ideias, começamos do zero. Podemos partir de um decote, de algum tipo de saia, tecido etc. O tempo de confecção de um vestido depende da quantidade de trabalho na época e, normalmente, entregamos um dia antes do evento para que o vestido saia passadinho para usar. Agora, para 2010, é correr para entregar os 16 modelos encomendados e esperar ansiosamente por novos pedidos.
Vai lá: Atelier de Alta Costura – r. Sambaiba, 380/204, Leblon, Rio de Janeiro, RJ, (21) 9806-9074
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