por Nina Lemos
Tpm #135

O ator fala de paternidade, skate e planos que vão bem além de ser um corpinho bonito na TV

Na pele do mordomo magia da novela Amor à vida, o ator Felipe Titto em nada lembra o adolescente magrinho e de cabelo black power vermelho que já foi. Aqui, ele fala de paternidade, skate e planos que vão bem além de ser um corpinho bonito na TV.

Ele anda de skate, gosta dos Ramones, sabe cozinhar, é bom pai e, o mais absurdo, é este cara perfeito das fotos. Sim, Felipe Titto existe. Além de ser lindo (não, não vamos ser hipócritas: todas as moças presentes no set onde estas fotos foram feitas, em uma tarde de sábado, passaram mal), o intérprete do mordomo Wagner da novela Amor à vida é também um cara que tem muito para falar. Aliás, fala sem parar. Diz que é hiperativo. E aproveita a pista usada como cenário das fotos para matar a saudade de andar de skate (ele tem quatro em casa).

Aos 26 anos, Felipe já fez um monte de coisa nesta vida. “Sou maloqueiro e me sustento desde muito cedo, não tenho frescura com nada. Com 14 anos já fazia meus bicos para ter a minha grana.” Por tudo nesta vida entenda-se ainda: foi ator de Malhação, cozinheiro em Los Angeles, fez um monte de publicidade por aí e teve um filho – sem nunca parar de andar de skate e de zoar com os dois irmãos. “Somos muito unidos, tipo uma gangue.”

O filho chegou cedo, aos 16 anos. E Felipe abraçou a causa. Saiu da casa dos pais, casou, trabalhou, criou o menino. “Meus pais me ajudaram, claro, mas não tivemos dúvidas na hora de assumir. E até que a gente se virava bem.” O casamento com a namorada de adolescência durou dois anos, mas Théo, hoje com 10, é motivo de orgulho do pai. E parece ter herdado os genes da hiperatividade. “Eu aprontava muito na escola, muito, pra caralho. Minha mãe sempre era chamada na diretoria. Com meu filho é igual. 

Quando você vê, tem cinco reclamações”, ele ri. Durante as fotos, sua mãe (com quem fala todo dia) liga para falar sobre Théo e o presente que Felipe receberia no Dia dos Pais, que seria no dia seguinte à entrevista. 

“Sou maloqueiro e me sus­tento desde muito ce­do, não tenho frescura com nada. Com 14 anos já fazia meus bicos para ter a minha grana”

Théo mora em São Paulo com a mãe e passa os fins de semana com Felipe, que está novamente casado – com a arquiteta Mel Martinez – e hoje passa boa parte do tempo no Rio de Janeiro. “Mas minha casa é em São Paulo, é aqui que estão meus amigos e minha vida”, ele diz. Paulista de Cotia, mudou para o Rio aos 18 anos para fazer Malhação e encara a cidade como lugar de trabalho. E só. “Foi muito bizarro quando eu cheguei no Rio. Eu era magrinho, de cabelo vermelho, só tomava bullying. Imagina, aqueles caras bombados!”

Felipe não ligava, não. Porque já era, sim, meio maloqueiro, como ele diz. “Sempre andei de skate, gostei de cultura de rua, de hip-hop e de Ramones.” Já foi até straight edge – a facção do hardcore que prega a alimentação saudável, o não consumo de álcool e de drogas e, em alguns casos, não fazem sexo casual, “sem amor”. Essa parte do sexo Felipe diz que dispensou, mas ele tem o símbolo do movimento tatuado na perna e uma alimentação regrada até hoje. Foi vegetariano por dez anos, nunca colocou uma gota de álcool na boca, nem cigarro, nem nenhum tipo de droga. Para ele, “o corpo é uma máquina que tem que estar bem”. O dele está realmente ótimo.

Felipe não se acha nada galã – assim como não se achava feio quando era magrinho e tinha um cabelo black power vermelho. Tampouco é deslumbrado com o fato de trabalhar na TV Globo. “No dia em que eu fui chamado para Malhação eu tinha, literalmente, acabado de dividir um miojo com um amigo. Eu estava sem dinheiro para nada. Quando me chamaram eu chorei.” Depois do seriado, resolveu estudar em Los Angeles. “Ganhei uma bolsa para um curso de ator, mas fui para lá sem saber falar uma palavra de inglês. Para me bancar, trabalhava em um restaurante como garçom e também fazia delivery em um carro velho, que eu dividia com um amigo. O dono do restaurante foi gostando tanto de mim que acabei chef de cozinha.”

“Foi muito bizarro quando eu cheguei no Rio. Eu era magrinho, de cabelo vermelho, só tomava bullying. Imagina, aqueles caras bom­bados!”

De volta ao Brasil, fez trabalhos em publicidade, uma ponta em Avenida Brasil e enfim ganhou o papel do mordomo. “Adoro fazer [televisão], mas não sou deslumbrado com nada. Meu sonho não é ser protagonista de novela, queria mesmo ser apresentador de televisão. Um programa meu, com lifestyle, as coisas que penso. Já escrevi o roteiro de um”, diz ele, que nesse ofício admira Marcos Mion, Luciano Huck e Rodrigo Faro.

Sobre o sucesso e a fama de bonitão, Felipe vê uma vantagem bem simples nisso tudo. “Sabe qual é a coisa realmente boa de trabalhar na Globo? Aquelas pessoas que me chamavam de vagabundo porque eu era bagunceiro na escola e andava de skate hoje falam: ‘Nossa, sempre soube que você tinha jeito para ator’.” Felipe Titto é o nerd que conseguiu se vingar.

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