por Nina Lemos

Ludmilla abre o jogo e fala sobre cirurgia plástica e ataques racistas

Aos 21 anos, Ludmilla vive metida em polêmicas. E não é porque ela sai por aí à caça delas. A funkeira carioca, que lança este mês seu segundo disco, A danada sou eu, já foi alvo de ataques racistas na internet e é constantemente cobrada por “fazer plásticas”. Aqui, ela fala sobre os assuntos.

Você é muito patrulhada na internet por ter feito plástica. Esperava por isso?
Acho natural as pessoas comentarem, mas confesso que não esperava tanta repercussão. Críticas sempre vão existir, mas o importante é que estou feliz. A maioria das pessoas não está 100% satisfeita com sua aparência. Eu não gostava do meu nariz e de várias coisas no meu corpo. Agora me sinto mais bonita e confiante. Sou a favor do que nos faz bem.

Você concorda que nós, mulheres, nos vemos obrigadas a seguir vários padrões de beleza para não nos sentirmos feias? A beleza da mulher brasileira é tão diversificada, tão linda, cada qual ao seu modo. Acho horrível essa pressão de que, pra ser bonita, é preciso ser magra e alta. Muitas mulheres levam tão a sério essa conquista do corpo ideal que acabam ficando doentes. Mas eu não sofro com isso, pois me permito mudar todos os dias. Dá para perceber pela mudança constante dos meus cabelos [risos].

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Você foi alvo de racismo várias vezes e chegou a processar um homem que a atacava na internet. Como isso te afeta? É difícil entender o porquê de tanto preconceito. A cor da nossa pele e o nosso cabelo não deveriam ser mais importantes do que o nosso caráter. É absurdo que esse tipo de violência ainda exista num país como o Brasil, onde 54% da população é negra. Racismo é crime. Temos que combater denunciando. Chega de ficarmos quietos, precisamos agir para reverter esse quadro triste. Todo tipo de preconceito é intolerável.

Créditos

Imagem principal: Filipe Costa

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