por Teca Lobato

A wakeboarder Teca Lobato conta seu dia a dia nos jogos Sul-americanos de Medellín

Hoje, sábado, foi nosso dia livre. Sem treinos nem campeonatos, aproveitamos para descansar o máximo para as eliminatórias de amanhã. Sem hora para levantar, ficamos tranquilos até a hora de acompanhar o pessoal do Brasil no slalom e truques. Juliana Negrão e Felipe Neves foram para a final no slalom e Rafael Negrão, único representante latino-americano no truques e slalom, foi para a final nas duas modalidades. Ótimos resultados para o Brasil!

Exploramos um pouco mais o terreno do hotel, tudo em prol da busca por boas imagens – Mário Manzolli, além de tetra campeão brasileiro, é fotógrafo e ficou animado com a oportunidade da tarde livre em um lugar tão bonito como o Club Campestre.

Fizemos uma pausa estratégica quando anoiteceu, e fomos para o centro comercial de Rio Negro comer no restaurante Crepes e Waffles. Dois dos atletas do wakeboard paraguaio se juntaram a nós para aproveitar uma ótima comida e, principalmente, provar a variedade enorme de sobremesas que mal preenchiam o cardápio.

Com nosso espanhol ridículo, tentamos nos comunicar. Problemas com o cardápio mais uma vez e paciência dos simpáticos e atenciosos garçons colombianos, que, hora ou outra, expressavam uma cara assustada com tamanha cara de pau linguística dos brasileiros. A garçonete do restaurante logo notou que estávamos competindo e desejou muita sorte nos jogos. (Vou sair daqui com uma ótima impressão dos colombianos.)


De volta ao hotel, foi hora de brincar com o flash do Marito [Mário Manzolli]. Passamos boa parte da noite descobrindo novas formas de capturar imagens, brincando com a pouca luz e com suas possibilidades. Foram várias risadas e poses estranhas que renderam muito cansaço e, mais uma vez, a ida para a cama aconteceu tarde.

O dia, que começou bem improdutivo, foi o melhor no quesito fotografia. Fiquei feliz com o resultado das imagens. Elas mostram bem o estilo de vida e a rotina de competições dos wakeboarders – bem menos competitivo que os das outras modalidades. É por essas e outras que me sinto privilegiada em poder conhecer lugares tão diferentes, competir e trabalhar com o que amo. Agora vou dormir para as eliminatórias do wake amanhã. Torçam por nós!

 

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