Sofrida, sedutora, visceral: as cores de Frida Kahlo não ficaram marcadas apenas em suas telas. A pintora também manteve um diário por dez anos, em que se expressava “com franqueza e sem reservas”, segundo a biógrafa Martha Zamora. As páginas, preenchidas com pinceladas coloridas e manuscritos poéticos, falam sobre o processo criativo, o amor pelo marido, o muralista Diego Rivera, e as dores pessoais. Atormentada pelas sequelas físicas de um acidente de trânsito, pelas infidelidades de Rivera e pela impossibilidade de ter filhos, Frida tentou o suicídio diversas vezes. É o que mostra O diário de Frida Kahlo: um autorretrato íntimo, que ganha reedição de luxo no Brasil. No México, outra iniciativa faz reviver a intensidade da artista: depois de 50 anos guardados, seus vestidos serão expostos pela primeira vez no Museo Frida Kahlo.