A filha de Getúlio
Longa retrata os últimos dias do ex-presidente e sua relação com Alzira Vargas
Créditos: Divulgação
Os últimos dias do governo de Getúlio Vargas o envolveram numa crise político-militar que culminou em seu suícidio, em agosto de 1954. Esta histórica passagem da política nacional é o mote do filme Getúlio, dirigido por João Jardim e protagonizado por Tony Ramos. O longa refaz ainda uma relação mais íntima: a do ex-presidente com a filha Alzira, importante articuladora do gabinete do pai, que influenciou em sua decisão de permanecer no poder quando a crise exigia sua renúncia. A atriz Drica Moraes falou sobre a personagem.
Qual foi o papel de Alzira? Ela era uma mulher à frente do seu tempo, que não se intimidava com a hegemonia masculina nos bastidores do poder. Sóbria, firme, Alzira tentou de todas as formas ajudar o pai a sair daqueles dias sem perder a dignidade. Mas foi surpreendida pelo ato extremo que ele cometeu.
Como mudar esse cenário da política dominada pelos homens? Atuando na política como mulher e não como homem. Alzira, no momento final da presidência do pai, é um exemplo. Ela estava diante de um homem com mais de 70 anos, cansado e pressionado por todos os lados. O que ela faz? Cuida do pai, com jeito maternal, mas não deixa de estar atenta aos detalhes do poder. Ela é capaz de ajudar Getúlio a amarrar os sapatos e, ao mesmo tempo, comandar uma reunião ministerial. A mulher tem essa capacidade.
Vai lá: Getúlio estreia dia 1º de maio nos cinemas de todo o Brasil
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