Dando o troco

Os empreendedores sociais Nina Valentini, 30, e Ari Weinfeld, 58, conseguiram um feito que soa improvável no Brasil de 2017: estimular no brasileiro a cultura da doação. Ou melhor, da microdoação, já que no caso do instituto Arredondar o valor não passa de R$ 1. “Tudo começa quando a vendedora ou o vendedor pergunta se o cliente quer arredondar”, diz Weinfeld. Ao aceitar a proposta e arredondar o valor da compra, o consumidor financia uma das 23 organizações não governamentais credenciadas. Em seis anos, o instituto Arredondar já arrecadou 100 milhões de centavos (ou R$ 1 milhão), vindos dos bolsos de quase 7 milhões de consumidores das 532 lojas que constituem o ecossistema do Arredondar – e ainda há muito para crescer. O sucesso do negócio social ancora-se na tríade tecnologia, credibilidade e tributação. Representantes de ONGs e varejistas podem acompanhar on-line para onde vai e como é usado o dinheiro. “O brasileiro está descrente de tudo, o que nós compreendemos. Nosso trabalho tem sido divulgar o que os projetos bons e potentes têm feito. É um Brasil invisível”, afirma Nina. Em seu diário, o norte-americano Christopher McCandless, eternizado no filme Na natureza selvagem, deixou uma frase hoje célebre: “A felicidade só é real quando compartilhada”. Nisso acreditam Nina e Ari. Compartilhar é o mais importante no mundo.

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