por Marina Person

Depois de se aventurar pelo cinema e pela televisão, Paulo Miklos estreia no teatro com a peça Chet Baker, Apenas Um Sopro, em que interpretar o ídolo do jazz

Depois de bem-sucedidas experiências nos filmes O invasor (2002) e É proibido fumar (2009) e em vários seriados, o músico Paulo Miklos, 57 anos, pode ser visto agora em sua primeira incursão teatral. Chet Baker, apenas um sopro traz um livre recorte da biografia barra-pesada do trompetista americano. A história se passa em um dia dentro de um estúdio e retrata um Chet na casa dos 40, de volta à ativa após mais de um ano longe da música. Em 1968, ele levou uma surra depois de um show e perdeu os dentes da frente. Não conseguiu tocar trompete até receber uma dentadura meses depois.

No estúdio, o trompetista tenta retomar sua carreira gravando um disco de grandes sucessos. As sessões são às segunda, quartas e quintas  porque nos fins de semana a prioridade é a agenda de shows dos Titãs.

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Paulo, quando você fez O invasor imaginou que um dia fosse fazer teatro? Quando recebi o convite do Beto Brant eu nem imaginava a possibilidade de fazer cinema, mas ele confiou em mim e me joguei. Agora tinha vontade e andei falando sobre fazer teatro, mas o convite veio também de uma maneira surpreendente.  Então aceitei esse novo desafio.

Qual a sua relação pessoal com a música de Chet Baker? O Chet, além de ser um trompetista fantástico, é um cantor que eu gosto bastante. Prefiro os jazzistas mais modernos, como Thelonious Monk e Ornette Coleman, porque sou saxofonista e toco flauta.

O que mais o atraiu nesse projeto? Primeiro, lógico, foi estrear no teatro. Depois a situação da peça. A trama toda se dá em estúdio de ensaio, ambiente que conheço muito bem. Mas as relações são o que mais importa. Tem uma discussão muito interessante sobre talento, fama, insegurança, depressão, alcoolismo, drogas. Todos esses pontos são discutidos na peça com humor, mas com um mergulho bastante interessante nessa dor, que sempre me interessou muito e me interessa cada vez mais.

 Vai Lá: Centro Cultural Banco do Brasil  (11) 3113-3651

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