Por Redação
em 21 de setembro de 2005
No cinema, como nas artes marciais, nem tudo é o que parece. Se Bruce Lee traduziu para o Ocidente a disciplina do kung fu chinês, criando um gênero cinematográfico com frutos até hoje ? nem só nos Bs Chuck Norris, Jackie Chan e Jet Li, mas principalmente na pancadaria-cyberzen da série Matrix ?, o fez sem revelar a sua essência. Dessa forma, não é de se estranhar que, em cena, exibisse saltos espetaculares e gritos cômicos (em evidente deboche ao kiai, a gritaria do karatê japonês) que nunca usava em situações reais de combate. Em O Tao of Jeet Kune Do ele ensina os fundamentos do sistema de luta que desenvolveu com base no estilo wing chun de kung fu, acrescido de outras técnicas ? como as esquivas do boxe e o avanço rápido da esgrima. Resta esperar que um dia chegue às telas A Flauta Silenciosa, único filme que Bruce roteirizou sobre a filosofia do kung fu.
Ivan Marsiglia, jornalista e praticante de wing chun kung fu
O Tao do Jeet Kune Do, de Bruce Lee
Conrad (www.conradeditora.com.br), 239 págs., R$ 37
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Trip
Bruce Springsteen “mata o pai” e vai ao cinema
-
Trip
O que a cannabis pode fazer pelo Alzheimer?
-
Trip
Entrevista com Rodrigo Pimentel nas Páginas Negras
-
Trip
5 artistas que o brasileiro ama odiar
-
Trip
Um dedo de discórdia
-
Trip
A ressurreição de Grilo
-
Trip
A primeira entrevista do traficante Marcinho VP em Bangu