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Desde 1946, a Nadir Figueiredo fabrica o copo americano no Brasil. Segundo a própria Nadir, o volume de vendas é tão grande que, enfileirados, os copos fariam o percurso de ida e volta da Terra até a Lua, com direito a mais meio caminho de ida. Se o copo mede 93 milímetros de altura e a distância Terra-Lua é de mais ou menos 380 mil quilômetros, calcula-se que foram vendidos aproximadamente 10 bilhões de copos americanos. Haja boca!
CARLOS MOTTA
Copo americano? Nunca soube que esse era o nome desse utilitário, tão íntimo e participante da cultura brasileira. Sempre o conheci como copo de bar, contendo líquidos preciosos como pingado ou cervejinha. O seu design anônimo é excelente. Tão bom que passa quase despercebido. Não tem status, pertence a todos os botecos, todas as esquinas e seus usuários. É brasileiro por direito adquirido. Não jurídico, mas sim afetivo. O americano não cria vínculos com peças materiais desse porte. Elas são descartáveis. Não dá tempo de curti-las ou amá-las. Para nós brasileiros, esse copo faz parte da nossa identidade. O nosso diálogo com essa peça utilitária é diário e constante. O seu valor estético está incorporado à sua grande aceitação, sendo usado e curtido por milhares de pessoas, aqui no simples Brasil. Copo americano?
Carlos Motta, arquiteto e designer
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