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Magia, não: Quiropraxia

Tratamento disponível no Brasil vê coluna como causa e solução para problemas de saúde

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Créditos: Murillo Meirelles


em 21 de setembro de 2005

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Se você nunca sentiu dores nas costas, considere-se um felizardo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre desse mal pelo menos uma vez na vida.

Para cuidar desse incômodo, muita gente recorre a sessões de massagem, aulas de ioga e tratamento de RPG, mas poucos conhecem a quiropraxia. Ciência reconhecida pela OMS, essa especialidade cuida da coluna e visa a prevenção e diminuição de dores no corpo por meio da manipulação de músculos, nervos e ossos do paciente.

Formado em Ciências Médicas pela Universidade de Sidney e diretor de comunicação da Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ), o australiano Jason Gilbert, 32, avisa: “Não tem nada a ver com massagem. O que fazemos são manobras com as mãos para prevenir e tratar problemas de saúde”.

Coluna de sustentação

Terceira maior profissão do mundo e apenas trinta profissionais especializados no Brasil, a filosofia dessa técnica – fundada nos Estados Unidos em 1895 – diz que a coluna vertebral, base para o bom funcionamento do corpo, pode também estar relacionada a problemas nas articulações e sistema nervoso que vão desde artrite até dores de cabeça, passando por hipertensão e dores nas costas.

Exagero? A justificativa convence quando cita elementos das aulas de biologia: o sistema nervoso, responsável por receber impulsos de comando do cérebro, é protegido pela coluna. Quando as vértebras sofrem alterações em sua posição – causadas por postura errada, por exemplo -, o sistema nervoso passa a não funcionar como deveria e surgem assim alguns problemas de saúde que podem ser tratados com as “manobras”, sem o uso de medicamentos ou cirurgias.

Para atuar na área, o quiropraxista deve fazer um curso superior já disponível em algumas universidades brasileiras com duração de cinco anos. Os mais apressadinhos podem optar por cursos de quiroterapia: uma adaptação simplificada da terapia manual, ensinada em um espaço menor de tempo. “A quiropraxia está presente em mais de 70 países, mas somente no Brasil existe essa variação com cursos mais rápidos que podem, em alguns casos, oferecer perigo aos pacientes”, afirma Gilbert.

Essa invenção local surpreende o australiano que, há três anos no país, ainda terá de se familiarizar com outro tipo de manobras para ele desconhecidas: as do jeitinho brasileiro.

Mais informações pelo tel. (11) 3845 4115. (Juliana Carpanez)

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