Inclusão extrema
Conheça o hard core sitting, onde o desafio é dropar rampas de cadeira de rodas
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Os outros esportes terão que repensar seu conceito de “radical”. Depois que o hard core sitting chegou ao Brasil, extremo mesmo é dropar de cadeira de rodas as rampas que muitos skatistas temem descer em cima de seus boards. “Muitas pessoas não acreditam que vamos descer daquelas rampas. Mas depois todos vibram. Quando a adrenalina sobe é uma sensação inexplicável”, conta Adriel Silva, de apenas 16 anos.
O responsável pela novidade é Pablo Moya, psicólogo desportivo de 29 anos, habituado a incluir defi cientes no mundo esportivo. Quando soube da existência do hard core sitting na Califórnia, Pablo juntou um grupo de cadeirantes que jogavam basquete no interior de São Paulo e foi pra pista de skate. “A galera adrenalizou na hora! Acabou com o time da cidade. No início eles metiam a cara no chão. É difícil continuar porque é muito radical. Eu comecei com 8 caras, só restam 3”, diz.
Ainda assim, Pablo desenvolveu uma cadeira específica para o esporte e garante que já tem gente querendo armar campeonatos da modalidade. Que venham os próximos Bob Burnquist.
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