Adélia Sampaio: “Preta, pobre, não vai… Mas foi”
A primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil conta sua ousada trajetória no cinema
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Até os 13 anos, Adélia Sampaio não sabia o que era cinema. Foi junto da irmã que entrou numa sala, pela primeira vez, e ali decidiu: “eu vou entrar nessa tela”. Deu o primeiro passo de sua carreira ocupando uma vaga de telefonista em uma distribuidora ligada ao Cinema Novo. Anos depois, em 1984, tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil, mas sequer sabia do próprio pioneirismo até pouco tempo atrás. Inspirada por notícias de jornais e acontecimentos verídicos, o seu interesse está em mostrar, explicar e deixar rastros da nossa história através do cinema. “É uma maneira de gritar”, explica.
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