por Gaía Passarelli

O básico, o confiável e o desconhecido: apps indispensáveis

Verão sempre torna viagem um assunto quente. Afinal, as férias coletivas, o fim de ano e Carnaval tão logo aí. Não que isso torne obrigatório você encher seu computadorzinho de mão com aplicativos. Honestamente, eu mesma tô na categoria “quanto menos, melhor”. Mas é bem verdade que alguns apps certos ajudam a viajar melhor. Então, aqui vão algumas sugestões do tipo "tem que ter", outras coisas que realmente uso e algumas que ainda vou usar.

Básico: o que você precisa ter

Um buscador de preços de voos: Kayak, Skyscanner e (no Brasil) o Decolar são os mais populares e também funcionam para reservas de hotel, aluguel de carro e outros pacotes. Se você está pensando em comprar passagem e tem disponibilidade para variar datas ou esperar um pouco, existe um app ótimo chamado Hopper (iOS, Android) que mostra uma projeção de oscilação de preços e acompanha para te ajudar a comprar na hora certa. O Google tem um também um do tipo, chama Flights.

Um serviço de reservas: tem app para Airbnb, Couch Surfing ou hotel (Booking e Trivago são os gigantes). Um que já me salvou em roubada é o Hotel Tonight (iOS, Android) que mostra quartos disponíveis esquema last minute, muitas vezes com ótimos preços.

Um app de línguas: ninguém está sugerindo um curso de chinês mandarim antes de ir pra China, só que aprender “por favor”, “obrigada" e “com licença” (além de uns palavrões) pode te ajudar em vários momentos. O iTranslate (iOS, Android) trabalha com quase 80 línguas e é bem elogiado. Mas é difícil bater o Google Translate, que funciona com outros aplicativos, identifica coisas em fotos e mostra como falar, aceita alfabetos diversos e funciona offline, mobile e desktop.

Um app de mapas: existem dezenas de aplicativos que salvam mapas offline e dão dicas de trajetos e coisas para fazer. Pra ir no certo, o CityMapper inclui transporte público, funciona em mais de 30 cidades e tem versão desktop. Outra dica é o Walc (iOS, Android), específico para quem prefere andar. Eu uso o Google Maps mesmo, sempre salvando offline.

Um sistema de câmbio: você só precisa de um e ele chama XE Currency (iOS/Android). De nada.

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Confiável: uso e recomendo

Para chegar lá: o Rome2Rio (iOS/Android) te diz como ir de A para B usando ônibus, trem, avião ou barco, já dando opções de horários e dando links de compras de passagem. Funciona horrores.

Para não dormir no chão: LoungeBuddy (iOS/Android) mostra onde está (e quanto custa) os espaços privados com WiFi, chuveiro, sofá e snacks. Parece frescura, mas vai te salvar naquela escala de nove horas no aeroporto de Bogotá (aconteceu comigo). 

Para salvar tudo num lugar só: o TripIt (iOS/Android) é tipo um planner e guarda suas informações de viagem como números dos voos, reservas de hotel, endereços de atividades, contatos e seja lá o que mais você precisar. É especialmente útil pra quem organiza viagem em grupo. Tem uma versão pró que avisa de atrasos/mudanças dos seus voos, acompanha seus planos de milhagem e outras coisas realmente úteis para quem viaja muito.

Para fazer a mala: o PackPoint (iOS/Android) ajuda tanto quem adora quanto quem detesta fazer mala. É basicamente um sistema de listas que você pode configurar de acordo com suas necessidades e preferencias, para não esquecer nada nem na ida e nem na volta. Existem vários desse tipo, mas esse é de longe o mais bonitinho e leve, usa previsão do tempo, conecta com o TripIt e salva versão no Evernote.

Para ficar no orçamento: o Expensify (iOS/Android) é um app para manter seus gastos sob controle. Como no caso do PackPoint, também existem vários desse tipo, mas esse é específico para viagem e tem uma interface bacaninha, com opção de escanear recibos e dividir os gastos por categorias.

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Desconhecido: para testar

One app to rule then all: O Google Trips (iOS, Android) pretende ser o app dos apps de viagem, juntando num mesmo lugar suas informações essenciais, oferecendo conteúdo editorial relevante, guardando caminhos offline e sugerindo coisas para fazer com base em suas buscas anteriores. Ficou em desenvolvimento mais de dois anos e junta todo o esforço da Google dentro desse mercado numa coisa só. O Verge fez uma análise detalhada do que isso significa nas nossas vidas e é meio assustador. Leia.

Tinder-Travel: O site de viagens e cultura Matador Network lançou seu app próprio, o TravelStoke (iOS, Android). A ideia é conectar viajantes por meio de seus roteiros e dicas. É meio um Tinder de viajante, menos a parte da pegação: identifica quem está na sua região e te ajuda a conversar com aqueles com quem você tem interesses em comum.

Respire: o Stop Breathe Think (iOS, Android) não é um aplicativo de "meditação para viajantes” (taí um nicho para explorar, hein?) mas propõe desmistificar a atividade, ajudando você a entender como está se sentindo e mostrando que é totalmente possível usar “só cinco minutinhos” para tornar seu dia melhor. 

Experimente: o tal do turismo de experiência tá com tudo e o Cool Cousin ("primo bacana", somente iOS) propõe “viajar através das pessoas”, permitindo que gente local compartilhe dicas espertas com visitantes. Dá pra achar uma tour de arquitetura em Paris, workshop de animação em Londres ou aula de culminaria vegana em Tel Aviv. Não tem muita coisa, mas vale a pesquisa. Outros desse tipo são o Guidrr (só iOS, tem alguns guias meus) e o EcoalSur (iOS, Android, tem pegada eco-consciente e só trabalha com hemisfério sul).

Crie memórias: não sei se vai pegar, mas a ideia do LiveTrekker (iOS, Android) é boa. É tipo um diário digital multimídia que registra seu caminho, armazenando informações como altitude e distancias enquanto você salva fotos, videos, audio e textos pelo caminho.

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Créditos

Imagem principal: Lisa Fotios via stocksnap.io

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