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Só faço parte de clubes que me aceitem como sócio!
Depois que você já beijou, já sabe a densidade do colchão e do que vive a geladeira do ficante, acho que podemos chamar essa relação de casinho. Aquele limbo com duas portas: uma que contém relação séria, sogra e foto no porta-retratos, e a outra, direta e reta, que te leva, sozinho, para o início do tabuleiro. Pois bem, é nessa hora que vocês estão se curtindo e que tudo pode acontecer que é preciso ter claro o que você engole pelo bem de um futuro casal e o que não engole (nem a pau). O momento é delicado e, mesmo que o time esteja mostrando entrosamento em campo, nem sempre as expectativas são as mesmas. Blá-blá-blá…
Mas uma coisa ninguém no mundo deveria engolir: a vergonha de posar de namoradinho. Explico: nessa fase é comum ir tomar café na padaria, pegar um cineminha ou tomar uma cerveja no boteco da esquina, certo? Mas se a pessoa começa a pegar pânico em passar da porta da rua, a triplicar os ímãs de geladeira com telefones de entrega de comida e a propor trocar todo e qualquer convite seu por “uma coisinha aqui em casa”… comece a desconfiar. Não é porque é limbo que não tem algumas regras, certo? Ou esse seu par já tem um par, ou não tá a fim de que confundam, nem por um instante, esse casinho com um possível namoro. Ah, vá, né?! Somos todos adultos e vacinados, e, até que provem o contrário, café na padaria, cinema e afins não configuram relação estável.
Para seguir: @euliatulias
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