por João Prata

Uma das mais respeitadas jornalistas do meio musical fala sobre o lançamento de sua rádio digital, o início da carreira com o empurrão de Cazuza e comenta os novos discos de Céu e Bárbara Eugênia

No final dos anos 80, Patrícia Palumbo trabalhava como estagiária na rádio Cultura AM quando soube de uma coletiva de imprensa do Cazuza. Tinha 19 anos e quase todo o tempo do mundo para ouvir os discos de vinil, as fitas cassetes e decorar as letras de seu ídolo. Faltava vê-lo de perto. Prometeu à repórter destacada para a entrevista que ficaria de boca fechada e ainda se ofereceu para carregar o gravador, um trambolho na época.

Chegaram à sala lotada de repórteres. O cantor apareceu, falou sobre o show e começou a responder às questões protocolares. Patrícia ficou incomodada com aquela chatice toda, até que uma hora não aguentou e discretamente levantou a mão. A repórter da rádio Cultura a olhou de canto de olho, mas, antes de tentar reprimi-la, Cazuza pediu que ela falasse. A garota fez a pergunta que sempre a intrigou quando ouvia os discos dele, deitada na cama: “Ouvindo suas músicas, tenho a impressão de que você curte Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues... Queria saber se é isso mesmo ou se é uma viagem da minha cabeça?”

Cazuza adorou poder falar sobre suas influências, ignorou o restante dos jornalistas e passou a conversar sobre música com Patrícia. “E ele era safado, né? Quando estava indo embora, me deu uma paqueradinha e disse: ‘Vem aí pro show’”. Ela foi, ele voltou a puxar assunto e a convidou para uma festa. “Fiquei absolutamente passada. Foi demais pra mim”.

O encontro com o ídolo transformou a vida profissional da jornalista. Foi o primeiro tijolo para a construção do seu programa mais longevo, o Vozes do Brasil, que completa 18 anos. Por lá, passaram diferentes gerações de artistas, os mais diversos estilos musicais e levaram a queridinha do Cazuza a tornar-se queridinha de muitos outros artistas. Lenine falou que, para entender de música contemporânea brasileira, é necessário conhecer a Patrícia. Tom Zé disse que ser entrevistado por ela “é amor total, psicanálise de primeira classe”.

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Por esses e outros, Patrícia passou a buscar um espaço maior para falar de música. Optou por deixar o dial um pouco de lado e criou, em parceria com o empresário Eduardo Pinho, a Rádio Vozes, uma emissora digital, com programação ao vivo e o diferencial de oferecer também conteúdo sob demanda. Dá para ouvir baixando o aplicativo gratuitamente no smartphone ou pelo site radiovozes.com.

Para contar essa novidade, a apresentadora recebeu a Tpm em seu apartamento no bairro de Santa Cecília, em São Paulo, um lugar com vocação para festas, como define Patrícia. A sala é onde acontecem pockets shows, uma prévia do disco que o artista pretende lançar. O Vozes do Brasil, que segue firme e forte na rádio (e também em sete emissoras pelo Brasil), é gravado em um dos cômodos, que ela transformou em estúdio. Patricia cuidou de todos os detalhes. Tirou as portas dos armários embutidos para melhorar a acústica. Decorou as paredes com fotos em preto e branco de Caetano, Gil, Elis, Gal, Djavan, Luiz Melodia, entre outros. Colocou um sofá listrado rosa, laranja, verde e azul para receber os convidados. Microfones, computador, duas caixas de som pequenas, luminárias e uma cadeira para a apresentadora. O resto são CDs empilhados nos armários, nas prateleiras, em cima da mesa. São deles que saem toda a parte musical da rádio.

Também habitam o apartamento duas labradoras, que latem ao pousar de pássaros nos galhos da árvore em frente à ampla janela do apartamento. Patrícia pega um binóculo para observar as aves. “Outro dia apareceu um pica-pau de penacho amarelo. Lindo”. A natureza e o meio ambiente são preocupações da apresentadora, que retomou em sua rádio um dos primeiros programas da carreira, o Baleia Azul, criado nos anos 90, quando ela voltou a morar por uns tempos em São Sebastião. Patrícia nasceu no litoral, veio para São Paulo estudar e voltou à praia após o nascimento de sua única filha, Gabriela, hoje com 26 anos.

A programação da Vozes tem identificação com a história profissional da apresentadora. Precursora da prestação de serviço na FM com o premiado e recordista de audiência A Hora do Rush, ela convidou Renata Falzon para falar sobre mobilidade urbana. Daniel Daibem, ex-companheiro da rádio Eldorado, dá aulas de jazz no Das Seis às Sete. Ainda fazem parte da grade nomes de peso como Paulo Miklos, DJ Zé Pedro, Costanza Pascolato e Anelis Assumpção. A essência de tudo, segundo Patrícia, está em mostrar a diversidade.

Tpm. Como vai a Rádio Vozes, lançada há pouco mais de um mês? Patrícia Palumbo. Tivemos um acolhimento muito forte de audiência. Fico brincando que é a rádio que eu sempre quis fazer e você sempre quis ouvir.

Estão gostando de ouvir? Quando você lê os jornais no café da manhã dá aquele bode, porque o país está nessa situação surreal e o pessimismo está instalado. Aí você liga na Rádio Vozes e muda. Isso está me deixando imensamente feliz, porque uma das minhas intenções era justamente essa: ter um canal de mudança de tom. O horror está sendo propagado loucamente. E o bacana? E a diversidade de música que a gente tem? E a diversidade cultural? E as coisas bonitas? Parece um “papo Odara”, mas não é. Acho que é um jeito de reagir a isso e ao nosso jeito de fazer política.

Como nasceu a parceria com o empresário Eduardo Pinho? Ele acompanhava meu trabalho e me procurou. Propôs fazer um estágio não remunerado até. Eu falei: “Só se for para colocar meus discos em ordem alfabética. Não tenho nada para oferecer’. Uns meses depois veio a ideia da rádio e o chamei.

O Eduardo entrou com o dinheiro? Foi. Ele é essa coisa que a gente sonha na vida: “Ah se eu tivesse um sócio que investisse no meu sonho”. E ele veio com esse motor necessário.

Como foi estruturar essa ideia? Pensamos em alguns pilares. Primeiro, ter uma tecnologia bacana. Fizemos um site muito bem fundamentado. A gente tem ECAD, direito autoral, tudo direitinho. Também temos uma estrutura técnica, feita pela produtora Lupi Arts. Fizemos esse investimento inicial na estrutura porque sabia que a gente daria conta do conteúdo.

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A música brasileira ocupa a maior parte da grade. 70%. Fizemos esse cálculo com base nas horas de programação. Tem também um pouco de jazz, que eu adoro, um pouco de pop internacional, tipo Leonard Cohen, Johnny Mitchel... Brinco que é a música internacional relevante [risos].

E os apresentadores? Chamei a Anelis Assumpção para fazer o programa de música urbana. Comecei a montar esse quebra-cabeça. Veio o Daniel Daibem, que tava fora do rádio há muito tempo. Veio Paulo Miklos, DJ Zé Pedro... Essa parte foi deliciosa porque nosso quartel-general é a minha casa. Uma casa que tem vocação para festa. Então a gente fazia os encontros com muita música, um bom vinho e brincava de criar esses programas.

Quantos aplicativos já foram baixados? 41 mil até agora.

Vocês também inovaram na maneira de se bancar. Li que buscam o anunciante que se encaixe no programa e produzem conteúdo específico, o que já acontece no impresso como branded content. A ideia surgiu no Vozes do Brasil, com a Natura. Tinha criado um negócio chamado spot conteúdo. Fazia a chamada com o músico e falava o nome da empresa. Quando pensamos o formato comercial, vim com isso. Então pensamos boletins a cada tempo da grade. A gente não interrompe com propaganda. A gente mistura a grade com conteúdo.

Para a Rádio Vozes pegar mesmo é necessário que a cidade tenha uma internet mais acessível? Total. Seria lindo se a gente tivesse um wifi público. Em alguns lugares têm, mas gostaria de ver no ônibus. Sei que existe esse projeto. Seria maravilhoso, porque aí você não gasta seu 3G ou 4G.

A música hoje vive um momento de maior diversificação, de quebra de gêneros. Dá pra precisar quem começou essa quebra? Os tropicalistas foram um embrião disso aí. Eles misturavam bolero com xaxado com a guitarra do Hendrix. Mas aí veio a ditadura, teve um embotamento geral do país e ficamos muito sem ter para onde ir. Na década de 80, ficou aquela coisa de rock de um lado e MPB do outro. Tanto que gostar de música brasileira nos anos 80 era uma coisa careta. E eu gostava muito [risos]. A mistura mesmo veio nos anos 90, com Chico César, Lenine, Nação Zumbi, Chico Science, Marisa Monte. Esse amálgama, como diz o Mautner, começou a ficar mais presente. O primeiro disco da Marisa Monte - não por acaso produzido pelo Nelson Motta, ligado pra burro nessas transformações - representa bem isso. Trouxe Bob Marley, Porgy and Bess, dos irmãos Gershwin, Luiz Gonzaga... Era quase que ouvir um disco tropicalista no final dos anos 90. Ainda soava um pouco estranho. Mas como Marisa tinha aquela coisa maravilhosa das grandes cantoras brasileiras, foi arrebatador. Parecia que estava todo mundo esperando por isso.

Em entrevista ao jornal Nexo, Céu disse que a geração dela se ferrou muito por ser transicional. O que ela falou não é nem uma questão estética, mas uma questão da produção e do meio. O que aconteceu é que o grupo dos anos 90, começo do 2000, ainda pegou o tempo em que as gravadoras investiam, pagavam jabá. Quando a Céu, o Otto e esse pessoal chegaram, eles pegaram essa transição das gravadoras quebrando e coisas novas a serem exploradas. A Céu teve uma saída maravilhosa, que foi começar lá fora. Ela era distribuída no Starbucks, nos EUA. Isso era sensacional. Hoje ela está tranquila. O novo disco dela é espetacular, delicioso. Mas também é um disco que não depende dos antigos esquemas.

Ela lançou no Spotify. Hoje o artista ganha dinheiro com show. E a Céu está nadando de braçada, de vento em popa. Fui na estreia do Tropix. Estava lotado. As pessoas cantavam tudo. Isso é a glória. Antes isso só acontecia com uma gravadora por trás.

Itamar Assumpção, por exemplo, se encaixaria melhor na cena que existe hoje? Não tenho a menor dúvida. O Itamar fazia nos anos 80 o que essa molecada faz hoje. Era um cara sem preconceito, sem se encaixar em um lugar. Até nessa coisa de gestão de carreira. Ele tinha um conceito que não tinha espaço para existir na época. E hoje é o que está estabelecido. O Itamar está dentro da categoria dos inventores junto com Tom Zé, Djavan.

O Caetano Veloso disse que a Tropicália ainda não explorada de hoje é o funk, o sertanejo universitário e os restos da axé music. O que falta ser explorado nesses ritmos? [risos] Ele adora ser polêmico. Acho que não tem isso. Se você ouvir o disco da Alice Caymmi, por exemplo, o brega está todo lá. O disco da Bárbara Eugênia, que gravou com a Diana. O Felipe Cordeiro e a guitarrada. Não sei o que falta explorar no sertanejo universitário. O funk já foi explorado. A axé music também. Carlinhos Brown, Moreno Veloso, filho do Caetano. Está em casa a resposta para ele. Não sei o que ele quis dizer com isso.

Você tem dois livros publicados de entrevistas com cantores brasileiros. Já ouço faz tempo que tem um terceiro encaminhado. Tem data para o lançamento? O volume três era para ser Vozes do Brasil - música de preto. Estava pronto. Mas aí apareceu a Marina Lima, que era para ter entrado no primeiro livro e não rolou. Estava jantando com ela, o Antonio Cícero e o Arthur Nogueira. Aí veio o assunto do livro. Ela vira e fala: “Quero só ver quem sobrou para esse terceiro”. Respondi: “É, meu bem, tem Elza Soares, Djavan, Naná Vasconcelos, Jards Macalé”. Passei a lista esplendorosa. Quando estou saindo do jantar, na hora de ir embora, ela me abraça e diz: “Patricia, eu vou te dar a entrevista para esse próximo livro”. Pensei: “Mas que sem vergonha!” [risos].

Aí mudou tudo? Foi. Fiz uma entrevista sensacional com ela. A gente se encontrou duas noites por duas semanas seguintes. Ela deu uma entrevista que mudou os rumos do livro. Foi uma lição de vida. Então abri para outros artistas que não só fossem do universo de música de preto. Finalizei o livro e agora estou em negociação com uma nova editora para lançar no ano que vem.

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Você sempre entrevista um artista para o encarte do disco. Demonstra preocupação em desvendar os bastidores do processo de criação, compreender o trabalho de maneira geral. Falta isso hoje num mundo que olha só para resultados? Exatamente. Voltando para Marina Lima e Antonio Cícero, que são muito inspiradores para mim. Tem uma canção deles que fala isso em um certo momento. Talvez o fim não seja nada e a estrada seja tudo. Isso serve para a vida. A gente tem que ter um rumo. Me interessa muito saber como a Bárbara Eugênia chegou na Diana e rolou uma parceria. Me interessa pouco ouvir as duas cantando. Aquilo me diverte, óbvio. Mas o que é que deu na cabeça de uma menina de 30 anos para buscar uma mulher de 65, sei lá, que fez sucesso nos anos 70.

Essa sua preocupação começou quando conheceu o Cazuza, né? Como foi essa história? Eu trabalhava na Cultura AM nessa época, era estagiária. O Cazuza veio fazer show em São Paulo e fomos chamados para a entrevista coletiva. Era louca por ele. Tinha todos os discos. Sabia todas as letras. Queria ir de qualquer maneira e pedi à repórter para me levar junto. Ela aceitou desde que eu ficasse de boca calada. “Claro, eu carrego seu gravador”, respondi. Estava todo mundo lá, um monte de gente de TV, jornal e revista. Ele começou a falar do show e foram aparecendo aquelas mesmas perguntas de sempre. Uma chatice. E eu ali me coçando para falar alguma coisa. Chegou uma hora que não aguentei e levantei a mão, como na sala de aula: “Posso fazer uma pergunta?”. Ele falou: “Claro”. Aí perguntei: “Fico ouvindo suas músicas e tenho a impressão que você ouve Dolores Duran, que gosta de Lupicínio. Queria saber se é isso mesmo ou é uma viagem da minha cabeça?’. Ele adorou. Ficou um tempão falando disso, respondeu lindamente, foi superlegal. Fiquei encantadíssima. Quando estava indo embora... Ele é um safado, né? Me deu uma paqueradinha e disse: “Vem aí de noite”. Respondi: “Claro”. Estava sentada na ponta de uma das arquibancadas. Tinha uns 19 anos. Ele apareceu, colocou a mão no meu joelho e falou: “Você veio”. Fiquei absolutamente passada. Caralho. E ele: “Fica aí depois”.

E você ficou? Claro que não. Morri de medo, né? Era muita emoção para mim. Voltei para casa em uma excitação dizendo: “Cara, quero fazer isso da vida. Quero encontrar essas pessoas que eu admiro e tentar tirar imaginar onde ele foi até chegar nisso”.

Caiu a primeira ficha para criar o Vozes do Brasil? Caiu a primeira ficha para a vida. Para minha história profissional.

Tem outra experiência assim transformadora a partir de uma entrevista?Quando Seu Jorge veio para São Paulo ninguém o conhecia. Eu fazia o Vozes ao vivo na Eldorado e iria receber a Arícia Mess. Ele foi junto, com um violão muito safado. A Arícia apresentou: ‘Queria que você conhecesse esse meu amigo. Tudo bem ele participar da entrevista?”. Respondi que tudo bem, mas nunca tinha ouvido falar dele. Ele entrou e tocou um som no violão que foi inacreditável. Era o Seu Jorge ali. Do nada.

Quem foi artista mais interessante com quem você conversou? Puxa... Isso é muito difícil de responder. Já fiz tantas entrevistas. Já te contei do Cazuza, da Marina. A entrevista com o Itamar Assumpção. A Cássia Eller... Aquela timidez… A cada três minutos ela me perguntava: “Já acabou?”. Eu dizia: “Não”. Então ela falava: “Então vamos parar um pouco para eu fumar um cigarro”. Fazia mais três, quatro perguntas. E ela: “Acabou?”. Eu: “Não”. Então vamos ali tomar alguma coisa. A Cássia era um amor de pessoa. Para convencê-la a dar a entrevista foi complicado. Ela dizia: “Mas eu não tenho nada para te falar. Vamos tomar uma cerveja”.

Você a entrevistou mais vezes? Teve uma vez no Vozes que foi engraçado. Ela chegou e o microfone do entrevistado quebrou. Então ela fez a entrevista no meu microfone. Ficamos nós duas em pé, comandando a mesa de som, colocando música e comentando as coisas. A gente deu muita risada. Foi a primeira vez na vida que ela comandou um programa de rádio e foi delicioso. Eu punha uma música e, na volta, dizia: “Agora quem vai comentar essa música é a Cássia Eller”. Ela dava risada.

Estamos ainda no meio do ano. Mas pelo que você ouviu até aqui, pra quem daria o troféu de melhor disco de música brasileira de 2016?

Gosto do disco da mãeana. Adoro. Um puta astral. Mas é difícil escolher um só.

Como estamos em ano olímpico, vale também a medalha de prata e bronze. Arthur Nogueira está fazendo um disco com a obra de Antonio Cícero. Está pronto, ainda não lançou. Mas vai ser espetacular, valoriza a tradição da letra. Ah, e tem a Céu, né? É um puta disco, acho que o dela é o número 1 deste ano.

Pensa rápido

Caetano Veloso: Quem lê tanta notícia? “Fiz essa pergunta no Facebook outro dia. Ninguém. Não dá.”

Chico Buarque: O que será que será que andam sussurrando pelas alcovas? “Espero que segredos obscenos e deliciosos.”

Tom Zé: Com quantos quilos de medo se faz uma tradição? “Putz. O medo faz congelar, faz parar. Qualquer medinho, dependendo de como você tá.”

Jorge Ben Jor: Eles são discretos e silenciosos? “Eles são. Sem dúvida nenhuma.”

Cazuza: Vamos pedir piedade pra essa gente careta e covarde? “Sempre. Necessário. A gente tem que ter compaixão por essas pessoas.”

Luiz Melodia: Se a gente falasse menos talvez compreendesse mais? “Esse cara é um filósofo. 100%. Totalmente.”

Itamar Assumpção: Brasileiro é aculturado? “Itamar sempre muito ácido. Brasileiro não é aculturado. Mas há quem gostaria que fosse.”

Gilberto Gil: Com quantos gigabytes se faz jangada, um barco que veleje nesse infomar? “Com quantos estiverem a sua disposição.”

Raul Seixas: Agora para fazer sucesso todo mundo tem que reclamar? “A reclamação sempre faz mais sucesso do que o elogio. E isso é triste demais.”

Djavan: Açaí, guardiã, zum de besouro imã? “Essas licenciosidades do Djavan... vou responder com outra pergunta: não é um imã?”

Créditos

Imagem principal: Arquivo pessoal

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