Entregues ao batom, ao decote, ao Carnaval e à vida!
Toda mulher deve ter alguma coisa de Alceu Penna.
Alceu Penna
Por Lia Bock
em 23 de novembro de 2010
Toda mulher deve ter alguma coisa de Alceu Penna.
Vinicius de Moraes pregou e pegou: “Uma mulher tem que ter qualquer coisa de triste. Qualquer coisa que chora”. Mas em tempos de cirurgias e photoshop, que padronizam os corpos, de nude e seguidores virtuais, é preciso ter também alguma coisa de errado, de safada, alguma coisa que bole. Que mexe. Foi-se o tempo da mulher certinha. Desde de que queimaram o avental e a anágua, as moças vêm aprendendo que ter alguma coisa que provoque sentimentos ambíguos pode, sim, ser bem bacana.
É preciso ter qualquer coisa que ousa.
É preciso ter qualquer coisa de Alceu Penna (1915-1980). Enquanto a maioria pregava o “qualquer coisa que chora”, o desenhista ilustrava as páginas da uma das mais importantes publicações nacionais com lindas mulheres fumando, bebendo, muitas vezes de maiô e sozinhas na praia (uma ousadia na época). Alceu pintava mulheres entregues ao batom, aos decotes, ao Carnaval e à vida. Pintava o que as jovens sonhavam em ser e… o que muitas de nós somos hoje.
Obrigada, Alceu.
O livro Alceu Penna e as Garotas do Brasil foi lançado ontem em São Paulo. Uma biografia ricamente ilustrada que revela as raízes de muito do que vemos hoje na moda, no design e nos botecos e praias.
Obrigada, Gonçalo Junior (o autor).

Alceu Penna e as Garotas do Brasil – 318 pg
Gonçalo Junior
Editora Amarilys – R$ 49
Em tempo: Viva Vinicuis de Moraes, conquistador, poeta, mestre.
Para seguir: @euliatulias
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