Entregues ao batom, ao decote, ao Carnaval e à vida!
Toda mulher deve ter alguma coisa de Alceu Penna.
Alceu Penna
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Toda mulher deve ter alguma coisa de Alceu Penna.
Vinicius de Moraes pregou e pegou: “Uma mulher tem que ter qualquer coisa de triste. Qualquer coisa que chora”. Mas em tempos de cirurgias e photoshop, que padronizam os corpos, de nude e seguidores virtuais, é preciso ter também alguma coisa de errado, de safada, alguma coisa que bole. Que mexe. Foi-se o tempo da mulher certinha. Desde de que queimaram o avental e a anágua, as moças vêm aprendendo que ter alguma coisa que provoque sentimentos ambíguos pode, sim, ser bem bacana.
É preciso ter qualquer coisa que ousa.
É preciso ter qualquer coisa de Alceu Penna (1915-1980). Enquanto a maioria pregava o “qualquer coisa que chora”, o desenhista ilustrava as páginas da uma das mais importantes publicações nacionais com lindas mulheres fumando, bebendo, muitas vezes de maiô e sozinhas na praia (uma ousadia na época). Alceu pintava mulheres entregues ao batom, aos decotes, ao Carnaval e à vida. Pintava o que as jovens sonhavam em ser e… o que muitas de nós somos hoje.
Obrigada, Alceu.
O livro Alceu Penna e as Garotas do Brasil foi lançado ontem em São Paulo. Uma biografia ricamente ilustrada que revela as raízes de muito do que vemos hoje na moda, no design e nos botecos e praias.
Obrigada, Gonçalo Junior (o autor).

Alceu Penna e as Garotas do Brasil – 318 pg
Gonçalo Junior
Editora Amarilys – R$ 49
Em tempo: Viva Vinicuis de Moraes, conquistador, poeta, mestre.
Para seguir: @euliatulias
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