Correção política traumatiza
Saiba por que correção política, além de encher o saco, pode traumatizar
Por Nina Lemos
em 21 de março de 2007

Pessoas que não ganhavam brinquedos de plástico, crianças proibidas de se vestir de caipiras porque podia ser ofensivo para os interioranos e castigos bizarros. Saiba por que correção política, além de encher o saco, pode traumatizar
Você tá de castigo. Abrace uma árvore!
Aos 15 anos, o irmão da repórter Ariane Abdallah fez bagunça na sala de aula e ficou de castigo. Nesses momentos, as pessoas ficam na escola após a aula ou vão para a sala da diretora. No caso do irmão da nossa amiga, como ele estudava numa escola alternativa, foi obrigado a abraçar uma árvore do jardim da escola. O pobre coitado ficou humilhado, abraçando a árvore, enquanto era sacaneado pelos colegas. De acordo com os professores, ele poderia absorver energia positiva da árvore e se acalmar.
Não ofendam os caipiras!
Imaginem crianças sedentas por se fantasiar de caipira na festa junina e sendo proibidas porque “era uma ofensa aos nordestinos e caipiras?”. Isso aconteceu com Fernando Sagara, 13, aos 7 anos, quando estudava numa escola politicamente correta. Coca-Cola e balas eram proibidas. Ele levava refrigerante escondido numa garrafinha. Mas o pior eram as aulas de música. O menino, do rock, participava de roda de samba (para resgatar a cultura brasileira) e tinha que tocar cuíca. “Um dia, uma criança se revoltou e saiu chutando tudo e gritando: ‘Odeio esta escola’”, ele lembra.
Vá para o canto pensar!
O método “Supernanny”, empregado pelas babás de reality shows, começa a se disseminar pelas escolas. Você fala para uma criança de 4 anos: vá para o canto pensar no que fez! Como diria o Zé Simão, tucanaram o castigo. Será que uma criança de 4 anos tem capacidade reflexiva para isso? Será que isso não faz mal? Somos da época em que um bom beliscão ou um grito resolvia as coisas. E não ficamos traumatizadas!
Nada de brinquedo de plástico!
Sim, brinquedos de madeira são incríveis. Mas Hello Kitty e Power Rangers também são bacanas. Quem só ganha brinquedo de madeira pode ficar com trauma, como um amigo da nossa diretora de arte, Cris Naumovs. O pobre coitado tinha tanto brinquedo construtivista que, quando soube que seria pai, decidiu que o filho só teria brinquedos de plástico. Qualquer móbile de madeira foi banido do quarto do filho do traumatizado.
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