As mulheres também
fazem prancha de surf

por Longarina

O mercado de fabricação de shapes (ainda) é um universo predominantemente masculino. Mas Anne e Tiala abraçaram a fabricação de pranchas com o CONGO Project

Construir uma prancha de surf, no Brasil, ainda é considerado uma tarefa masculina pela maioria dos shapers. Na Bahia, uma dupla de garotas vem mudando esse cenário com o CONGO Project, que surgiu em dezembro de 2015. Anne Cavalcanti e Tiala Rocha, ambas de 25 anos, são sócias do projeto pioneiro que prova que mulher sabe (e pode) construir pranchas, sim, senhor.

Anne trabalhava no aeroporto de Salvador e pediu demissão depois de fazer formação profissional com o shaper Henry Lelot, no Rio de Janeiro. Desde então ela se dedica exclusivamente à empresa, que fica em Itapuã. Além de construírem as pranchas, as duas comercializam shapes personalizados e fazem questão de enaltecer a importância do feminino e louvam a cultura afro.

"Somos mulheres, negras e nordestinas, entrando em um mercado completamente masculino. O nosso maior objetivo é justamente chamar a atenção para o movimento feminista dentro do surf, por uma valorização da nossa mão de obra e pela humanização da mulher no esporte, que é extremamente machista", diz Anne.

Leia abaixo entrevista das Longarinas com a shaper.

Vocês sentiram alguma diferença no mercado de pranchas por serem mulheres? Ser mulher já é um sinônimo de enfrentar dificuldade. O mercado de shapers realmente é bastante fechado aqui no Brasil, existe uma política de não formação de mais shapers pra não ter que “dividir” o mercado. Senti muita dificuldade na busca por informação, procurei alguns shapers locais pra tentar aprender, mas todos me deram informações muito superficiais. Tive que garimpar muito até chegar no curso ministrado pelo Henry Lelot, que pra mim é um grande mestre.

Qual foi a proporção de meninas e homens durante o curso? Na minha turma foram 3 homens e apenas eu de mulher. Mas o Lelot já ministra esse curso há mais de 10 anos e, pasmem, eu fui a segunda mulher a participar.

Vocês sentem a adesão e incentivo das meninas no movimento em prol do surf feminino fortalecendo a “parceria entre mulheres”? Atualmente temos um grupo de meninas aqui de Salvador que vem tentando fazer essa movimentação de união das mulheres dentro do nosso esporte. Tem surfistas de todas as profissões, marcamos alguns encontros e todas ajudam como podem na integração. Isso tem fortalecido muito o movimento feminino do surf aqui na Bahia.

Quem vocês mais admiram entre as surfistas da nova geração? Acredito que Silvana Lima sempre será admirada por todas nós, não só pelo nível de surf mas por toda a sua história. Agora, da nova geração, tenho observado muito o trabalho da Yanca Costa, por ser mulher, negra, nordestina, e por estar evoluindo muito rápido. Acredito que ela é uma grande promessa.

Qual foi o motivo de optar por uma produção handmade em uma época em que grande parte dos shapers são feitos em escala? As pranchas feitas a mão têm detalhes humanos que nenhuma máquina consegue reproduzir. Colocamos nosso sentimento. São seis meses de vida da Congo, com 40 pranchas produzidas. Isso resulta em praticamente sete shapes novos por mês. Não descartamos um possível uso de máquina para aumentar a produção no futuro, porque apesar de a máquina fazer 80% do shape, esses 20% que faltam são justamente os ajustes finais que podem mudar completamente o projeto. Uma coisa não substitui a outra.

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