Esta é uma história real. Catarina é filha de uma amiga nossa e tinha 4 ou 5 anos quando se apaixonou pela primeira vez. O escolhido foi um coleguinha do clube, e ela passou a querer se vestir melhor para as aulas de natação, desfilando todo o seu charme quando o garotinho, três anos mais velho, estava por perto. Um dia, Catarina quis levar para seu eleito um presente, e escolheu aquilo que para ela era a prova inegável de amor: um Danoninho. Saiu sorridente, levando nas mãos a apetitosa declaração para o amado. O menino, ainda pouco ciente das sutilezas da sedução e pensando mais com o estômago do que com o coração, recusou o presente sem meias palavras: “Não quero”.
Desiludida e em prantos, Catarina voltou para perto da mãe com o veredicto sobre o ocorrido, que comunicou entre soluços:
– Mamãe, ele não sabe que quer o meu Danoninho!
A história de Catarina nos disse muito sobre o amor.
A mãe dela nos contou isso em uma mesa de bar, sorrindo e sentenciando pras amigas: “Coitada, tão nova e já tão iludida”.
Mas quantas vezes a gente não faz exatamente o mesmo que essa garotinha, preferindo acreditar que o outro não sabe ainda que quer o nosso Danoninho, o nosso telefonema, a nossa companhia, o nosso amor?
Ah, Catarina. Ah, Catarinas todas, essas almas apaixonadas transbordando de vontade de trocar. Às vezes correspondidas, às vezes não. Continuem tentando.
E um feliz Dia dos Namorados para quem encontrou quem queira receber o amor que você tem para dar.
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