por Juliana de Faria

’’Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade”

Minha luta é contra o assédio sexual em locais públicos. Uma luta por mim e por todas as mulheres que têm sua liberdade cerceada por tal comportamento violento. A gente entende que o assédio sexual tem causado impactos sérios e negativos na vida das mulheres. Muitas delas podam seu direito de escolha ― deixando de usar uma roupa ou de cruzar uma praça, por exemplo ― por medo de sofrer tais abordagens. Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens. Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade. É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade, é não submeter as mulheres aos papéis sociais tradicionais.

*Juliana de Faria é criadora do site Think Olga e da campanha Chega de fiu-fiu

 

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