A ciência na prática

"Precisamos pensar na democratização da ciência. Para quem essas tecnologias estão sendo desenvolvidas? Como será o impacto delas na sociedade?" O silêncio para essas e outras perguntas que acompanham a carreira acadêmica no Brasil foi o empurrão que faltava para o físico biomolecular Danilo Zampronio, 26 anos, pular o muro acadêmico, que separa teoria e prática. "Quis sair daquela caverna que sempre me incomodou muito, em que os artigos científicos acabavam dentro da gaveta. Não sou contra pesquisa de base, mas acredito que o momento que a ciência brasileira vive carece de projetos que façam a ponte para o mercado", explica o paulistano, o mais jovem dos homenageados do Prêmio Trip Transformadores deste ano.

Depois de largar o mestrado ("Percebi que aquele modelo, totalmente teórico e distante da prática, confirmava as minhas velhas angústias"), Danilo entrou para o Synbio, um grupo autônomo de alunos pesquisadores de diferentes áreas que se juntam para discutir ciência de forma despojada e democrática. Lá, o físico não só se encontrou, como também os sócios para um projeto que estava por vir.

Há dois anos, ele fundou a Lotan, startup incubada na USP que desenvolve pesticidas sustentáveis, com baixíssimo impacto ambiental, alta eficiência e sem toxicidade aos seres humanos e outros organismos. "O diferencial dessa tecnologia é que ela é extremamente específica. Atinge apenas as pragas que atacam as plantações, sem causar qualquer impacto aos outros animais e ao ecossistema."

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