Revista Trip

 
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Postado em 06.11.2009 | 16:11 | por Diogo Rodriguez
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Capa da primeira edição da Trip

Capa da primeira edição da Trip

Capa da edição de maio de 2001 da Tpm

Capa da edição de maio de 2001 da Tpm

 

Trip e Tpm são as primeiras revistas brasileira a ter seu conteúdo publicado, com acesso gratuito, no Google Livros. Aos poucos, estão sendo digitalizadas todas as edições das publicações. Por enquanto, todos os números da Trip desde 1986 até 2001 já podem ser consultados no site. Da Tpm, estão disponíveis as edições de 2001. É possível fazer buscas por palavras-chave e ano de publicação.

Antes disso, ler o primeiro número da Trip, lançado em dezembro de 1986, só era possível recorrendo a algum colecionador. Agora, você vai ter todo o conteúdo da Trip disponível, a qualquer momento, no Google Livros.

Vai lá: Trip no Google Livros
          Tpm no Google Livros

 

 

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Postado em 05.11.2009 | 20:11 | por Daniel Benevides
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Não era a Madonna, não era Michael ressuscitado, não era um Beatle, não era Jesus Cristo. Na manhã de um domingo que antecedia um feriadão (de muito sol, diga-se)  centenas de fãs da saga Crepúsculo aglomeravam-se em torno do Hotel Hyatt em São Paulo. Os braços empunhavam exemplares dos livros, cartazes, bilhetes, e fotos dos atores Kristen Stewart e Taylor Lautner. Eu não me lembrava de uma euforia dessas desde a passagem do Guns N' Roses pelo Hotel Maksoud Plaza na capital paulista. Tá bom, vai. Teve a gritaria louca dos fãs do RBD, o Rebelde, mas os vampiros freaks pareciam realmente dotados de forças sobrenaturais superiores. Já explico.

Para passar pela barreira que separava a fonte dos gritos agudos da porta giratória que leva ao lobby, era preciso apresentar RG e comprovar que seu nome estava na lista dos jornalistas e fotógrafos credenciados para a coletiva de imprensa. Primeira fase, ok. Dava até para sentir a orelha quente das garotas que dariam um dedo mindinho para estar no meu lugar. Haja alho pra proteção. Do lado de dentro, a bagunça continuava. Jornalistas cujos nomes haviam sumido da lista brigavam para conseguir alguma explicação da equipe da assessoria de imprensa, ao mesmo tempo em que fanáticas sortudas, ganhadoras de concursos em rádios ou sites, eram vaiadas enquanto subiam as escadas rolantes que levavam aos astros pop. A confusão foi tanta, que 15 minutos antes do encerramento oficial, assessores zumbis se mandaram de seus postos, e deixaram jornalistas longe do lobo e da mocinha mais desejados do momento.

Mas foi por ali mesmo, no lobby do hotel, que a festa ficou boa. Lá pelas 11 e meia da manhã, pencas de crepusculomaníacas (muitas delas acompanhadas de suas mães, acredite) derrubaram as grades de isolamento que as afastavam do hotel, e aos berros, desembestaram em direção ao local da coletiva como vampiros sedentos por sangue. Os seguranças, a la Hulk, tentavam travar as portas de vidro, que eram esmurradas pelas fãs superpoderosas. Umas choravam, outras esfregavam o rosto suado na barreira, e uma, mais malandra, forjava um desmaio. Horas e horas de furdunço depois, PMs Robocops foram acionados para acalmar a multidão de garotas cuja média de idade ficava na faixa dos 14 anos.

- Ei garota, você chegou aqui faz tempo?", pergunto através do vidro para uma vampirinha chorona.

- Sete da manhã

- Você está machucada?

- Não, não

- Tá triste porque não viu a  Kristen e o Taylor?

- Não, tô feliz

- Você encontrou com eles?

- Não, mas eu respirei o mesmo ar que eles. Eu sou muito fã da saga, muito!"

Eu já disse que era um pré feriado de sol?

 

Por Kátia Lessa

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Postado em 28.10.2009 | 18:10 | por Diogo Rodriguez
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Diogo Rodriguez

Orgulhosa, Kátia Lessa exibe o troféu jabá

Orgulhosa, Kátia Lessa exibe o troféu

 

Indignada porque só os integrantes masculinos da redação da Trip receberam camisas do Corinthians , a repórter Kátia Lessa mandou um e-mail indignado à assessoria do clube, que havia esquecido da nossa corinthiana do sexo feminino. Não só ela recebeu a versão 2009/2010 do terceiro uniforme do Timão, como foi um exemplar autografado pelo xerife gaúcho Mano Menezes, com dedicatória especial para a nossa repórter torcedora.

Radiante, Kátia circulou pela redação hoje, exibindo o mimo roxo e preto.

 

Diogo Rodriguez

Dedicatória especial de Mano Menezes

Dedicatória especial de Mano Menezes

 

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Postado em 26.10.2009 | 21:10 | por Eva Uviedo
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por Lígia Osório / Maria Regina Cesar

 

A matéria “Canastra de reis” na nova Trip traz seis sósias do rei Roberto Carlos que vivem como se fossem o próprio Roberto. O tema central da edição é honestidade, e por isso a ideia de fazer uma matéria sobre pessoas que vivem como cópias de outras.

Caio Ferretti, repórter da matéria, encontrou os sósias no Google e um foi indicando o outro. Quando estava tudo fechado com os cinco sósias, Bruno Torturra, repórter especial da revista, estava em um karaokê na Liberdade e viu um sósia de Roberto Carlos cantando. Caio ficou uma semana atrás de Paulo Omine e só na noite anterior recebeu uma ligação dele. “E foi na última hora mesmo que entrou o sexto sósia”, conta Caio.

O fotógrafo Gabriel Rinaldi teve dificuldades em fazer as fotos, eles não pararam um minuto de cantar e dançar Roberto Carlos, inclusive Raul Nazário levou até um violão para o estúdio. Caio contou que Gabriel precisou brigar com eles para conseguir fazer as fotos. Ainda no dia das fotos, o sósia Paulo Omine (aquele último do karaokê da Liberdade) apareceu de sapato marrom, cor que o rei jamais usaria. Por coincidência Luis Rodrigues, videomaker do TV Trip, estava fazendo o making of da matéria e usava um tênis branco que acabou emprestando para Paulo. Luis foi embora de meia para casa.

Caio ainda destacou que andar com os sósias pelas ruas não foi fácil, “a mulherada assediava como se fosse o Roberto Carlos ali”, conta, se divertindo. Após ter feito essa matéria Caio passou a gostar mais de Roberto Carlos, “estou até tirando umas músicas no violão”, confessa. Ele ainda diz que “é impressionante ver como eles realmente encarnam o Roberto Carlos, até o jeito de falar é igual”.

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Postado em 23.10.2009 | 17:10 | por Diogo Rodriguez
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Alexandre Potascheff, produtor do Trip FM, conta como foi a gravação do programa, que recebe a roqueira, Pitty, que lançou recentemente o disco Chiaroscuro.

 

Alexandre Potascheff

Quem passou pelos estúdios do Trip FM esta semana foi uma das cantoras baianas de maior sucesso da atualidade mas que, diferente de suas conterrâneas, não canta axé. Grande no sucesso e no talento, mas pequenininha na altura, ela é uma das referências do rock nacional atual. Estamos falando da Pitty que, além de vender discos à beça e colecionar estatuetas do VMB, ainda mostra estar bem ligada nas novas plataformas e tecnologias: além de já ter faturado o inusitado prêmio “celular de platina”, ela acaba de lançar um jogo pra celular baseado em seu mais recente álbum, o Chiaroscuro, o quarto da carreira.

Simpática, educada e ainda mais bonita do que parece em fotografias, a Pitty deu uma entrevista muito bacana onde falou sobre a cena musical brasileira, sobre lambada, fama, vaidade, grana, sobre o relacionamento com o Daniel Weksler, baterista do NXZero e 8 anos mais jovem, e, entre muitas outras coisas, ainda revelou quem é que lava a louça na casa dela. Vale conferir o Trip FM com a Pitty.

Não perca. Esta sexta, nos 92,9 MHz em SP, ou no www.tripfm.com.br.

Confira as páginas Vermelhas com Pitty na Tpm #92.

 

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Postado em 21.10.2009 | 18:10 | por Carol Nogueira
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Nesta seção, atualizada toda quarta-feira, publicamos uma entrevista feita por algum funcionário da casa. O entrevistado também é sempre da Trip. Criada originalmente para o blog interno da editora, fez tanto sucesso que resolvemos compartilhar com os leitores do site. Esta semana, repescamos uma entrevista que Isabella Infantine, estagiária de texto da Trip, fez com Fernanda Danelon, editora de conteúdo do Prêmio Trip Transformadores.

Fernanda Danelon, paulistana da gema, nasceu na antiga maternidade São Paulo. Mas foi em Santos (cidade natal dos seus pais) que passou boa parte da infância. Depois de ter sido flamenguista quando pequena pela paixão ao Galinho. Na adolescência, as raízes italianas pesaram na sua escolha da camisa palmeirense. Foi com 15 anos que a rainha do baile trocou a pompa da festa por uma boa trip de ondas. Logo, essa “torcedora meio fajuta” percebeu que era caiçara de coração.

Fê, como é conhecida por todos, é jornalista por uma causa, se envolve com o seu trabalho. Esse pode ter sido um dos motivos do convite para cuidar do conteúdo editorial do Prêmio Trip Transformadores. O seu jeito calmo e sereno muitas vezes esconde a sua postura firme e fala certeira ao explicar suas ideias. Quando vai contar alguma história fica vermelha de tanto rir. Despojada, parece sentir-se em casa por onde passa. Ela possui um coração de mãe e com o seu carro leva desde a equipe de reportagem e os filhos para a escola até o cachorro para o veterinário. Foi entre as inúmeras tarefas do dia que minha ex-vizinha de bancada parou para responder esta entrevista por e-mail.

Arquivo pessoal

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1.Fazendo ioga na gravidez do João. 2.Com o João, no último feriado, em Ipanema. 3.Rita e João


Qual o motivo da escolha da profissão?
Eu só poderia ser jornalista. Talvez fosse atriz, psicanalista, paisagista ou até veterinária, mas minha vocação está no jornalismo mesmo. Adoro o que eu faço, me envolvo com prazer nas pautas. E, também, porque desde pequena gosto de ler e escrever, sempre fui comunicativa e curiosa. Também tive uma formação humanista, filha de professor universitário e psicóloga, o que colaborou, né?

Quando e como você entrou na Trip?
Entrei na Trip em novembro de 2007, pra editar a Salada e fazer reportagens pra revista. Quando meus filhos nasceram, fiquei quatro anos sem trabalhar. Aí, voltei como editora de cultura do Publimetro, aquele jornal gratuito distribuído nos semáforos. Participei de toda a implantação do jornal no Brasil, foi muito enriquecedor. Quando completei um ano de casa, o Guilherme Werneck, amigo e antigo companheiro de trabalho, me chamou pra preencher a lacuna do Felipe Luna. Eu aceitei na hora, porque tava puxado fazer jornal diário com duas crianças pequenas e porque eu sempre gostei da Trip, leio a revista desde os 13 anos, sou fã mesmo!

Você se entrega nas suas matérias e aprofunda temáticas mais “cabeçudas”, como alguns intitulam. Como foi feito o trabalho de reportagem da tão comentada matéria “Parir e gozar”?
Ah, essa matéria até que foi fácil. Explico: eu já conhecia os caminhos, as fontes, já havia estudado a pauta antes. Não por razões profissionais, mas por motivos pessoais. Tenho dois filhos e, no primeiro parto, meu médico me fez uma cesárea com 39 semanas, alegando pouco líquido e placenta velha, ainda que a Rita estivesse bem. Eu nem entrei em trabalho de parto e me senti profundamente enganada e frustrada, pois eu sempre quis um parto normal. Então, quando engravidei pela segunda vez, troquei de médico, fiz ioga, garanti o acompanhamento de uma doula e tive um lindo, pleno e maravilhoso parto normal. O João nasceu empelicado, ou seja, dentro da bolsa, que não estourou – o que é raro e sinal de sorte, segundo alguns. E, durante a gestação, eu li mais de 20 livros sobre parto, frequentei congressos, assisti a palestras. Quando a pauta apareceu na Redação da Tpm, a Rê Leão, que conhecia a história, não podia chamar outra pessoa pra fazer.! Além disso, o papo frequente com a Renata possibilitou que a pauta andasse bem, fluida, se adequando à apuração e ao editorial da revista. Depois, as meninas da Arte fecharam com uma linda ilustração e fotos bem realizadas, pra um tema delicado. Enfim, foi um belo trabalho – dá-lhe, minas!!

Nos próximos meses um assunto promete estar em pauta na editora, o Prêmio Trip Transformadores. Nada melhor que uma pessoa envolvida com o social para estar à frente do conteúdo editorial desse evento. Como é realizado esse trabalho?
Confesso que fiquei muito feliz com a proposta de assumir o conteúdo editorial do Prêmio Trip Transformadores. Além de adorar o tema e me envolver com grandes pessoas, que são os homenageados, tenho consciência de que a premiação agrega valores importantes à editora. Assim, não poderia recusar um desafio tão. saboroso!

Você vem da TV. Onde trabalhou antes da editora?
Eu trabalhei em TV por dez anos, sobretudo como repórter de rua. Minha formação foi no jornalismo da MTV. Lá, aprendi a apurar e produzir as pautas, a sair pra captar, decupar e editar as matérias. Eu adorava, porque era um jornalismo jovem, moderno, voltado a cultura e comportamento – o que tenho feito até hoje. O Vitrine, da TV Cultura, também foi um trabalho de que gostei bastante. Eu era repórter, dessa vez on camera, e apresentadora no estúdio, junto com o Marcelo Tas e o Rodrigo Rodrigues, que está por lá novamente. Gostei muito de fazer o Metro também, pois lá os editores fazem tudo, inclusive a diagramação das páginas; e colocar no mercado um jornal, do nada, não é mole não! A equipe daquela Redação cresceu muito profissionalmente e teve uma ótima experiência de trabalho em equipe.

Arquivo pessoal

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4.Aos 24 anos, 1997, em Paris, estudando fotorreportagem. 5.Com o marido, André, inaugurando a nova câmera fotográfica. 6.Com a Rita, em Gonçalves (MG)


Qual entrevista mais te marcou? Por quê?
Ah, foram tantas, não dá pra escolher só uma. Eu já passei dois dias no Carandiru; já assisti a uma cirurgia; já voei de balão e paraquedas; fui na casa do Erasmo, do Gil, do Tim Maia e do Duprat; acompanhei o Nanini na coxia durante uma peça; passei um dia com a companhia do Balé da Cidade; tive a felicidade de entrevistar os fofos do Haroldo de Campos e do Guto Lacaz; passeei com o Waly Salomão numa Bienal; e por aí vai. Cada aventura tem o seu sabor especial.

Entre revistas e pastas, tem um porta-retratos de seus filhos na sua mesa que chama a atenção de quem por ali passa. Como é conciliar o trabalho com as crianças?
Não é muito fácil não, mas eu já fiquei sem trabalhar, e só cuidar de filho não me satisfaz, foi bom na época em que nasceram, mas hoje eu também busco outras satisfações que não vêm da maternidade.

Você pratica algum esporte?
Eu faço ginástica uma vez por semana, que é o que dá, com uma personal que já virou amiga até, há uns cinco anos. Também ando um pouco com as minhas cachorras. Mas me alongo bastante, diariamente.

Tem algum hobby? Coleciona algo?
Meu hobby são as plantinhas. Adoro jardinagem. Já fiz vários cursos, tenho livros sobre o assunto e o meu jardinzinho, em casa, que é meu xodó. Agora tô ensaiando plantar algumas hortaliças. Também coleciono livros de fotografia, dos clássicos Capra, Bresson e Bertrand passando por Pierre Verger, Cindy Sherman, Cássio Vascocellos e Nair Benedito.

O que gosta de fazer no tempo livre?
Passear com as crianças, ver um filme com o marido, André, andar com as cachorras, beber com amigas e amigos, cozinhar para a família, cuidar das plantas, viajar.

Tem alguma crença?
Hummm. digamos que eu seja espiritualista.

Na sua opinião, qual seria um bom livro? E um belo fime?
Adoro o filme de Frank Capra, It´s a wonderful life – A Felicidade não se Compra, em português. Com o bom-moço James Stewart interpretando um pai de família falido em véspera de Natal que, magicamente, vê o mundo como se ele não tivesse existido. Delicado, poético, lindo! Clássico dos clássicos, o filme é reprisado até hoje nos EUA na época do Natal.

Possui algum desafio em vista? E um sonho a ser concretizado?
Desafio: viver em equilíbrio entre o mundo físico e o espiritual.
Sonho: ter uma casinha fora de São Paulo pra fugir nos fins de semana.

*Isa chegou para trabalhar na produção da revista Trip em janeiro e, logo, essa estudante de jornalismo mostrou a que veio! Rapidamente conquistou a Redação e semeou sua transferência para o pessoal do texto, seu verdadeiro objetivo. Hoje, manda bala na Salada, tocando com vontade tanto a produção quanto a apuração e a redação das matérias. Garota de futuro! (Por Fernanda Danelon).
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Postado em 21.10.2009 | 16:10 | por Carol Nogueira
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Será que ele é o novo funcionário e está escrevendo alguma matéria?

 

A surpresa você confere na próxima edição da Trip.

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Postado em 16.10.2009 | 21:10 | por Diogo Rodriguez
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EDIÇÃO 122 // 2004

Reprodução

Segunda-feira, já passava das 21h e restava pouca gente na Redação da Trip, em 2004. Nossa edição #122 estava prestes a fechar quando um telefonema mudou tudo: “O Luiz saiu da cadeia!”. Luiz Alberto Mendes, na época nosso colunista havia dois anos e meio, ganhava liberdade depois de mais de três décadas encarcerado em diversas penitenciárias. Em minutos, a repórter Renata Leão e o fotógrafo João Wainer estavam num carro ao seu encontro para acompanhar o momento da saída e seu primeiro dia de liberdade, quando realizou seu maior desejo naquele momento: visitar a namorada, Oneida, em Barra do Piraí, Rio de Janeiro. Nesta edição da Trip, #182, Mendes bate um papo com o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, nas Páginas Negras.

 

 

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Postado em 14.10.2009 | 15:10 | por Carol Nogueira
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Nesta seção, atualizada toda quarta-feira, publicamos uma entrevista feita por algum funcionário da casa. O entrevistado também é sempre da Trip. Criada originalmente para o blog interno da editora, fez tanto sucesso que resolvemos compartilhar com os leitores do site. Esta semana, repescamos uma entrevista que Diogo Rodriguez, repórter do site da Trip, fez com Daniel Benevides, editor dos sites da Trip e Tpm.

Daniel Benevides é pai da Maria, de 14 anos, vocalista de uma banda de rock e jornalista cultural polivalente. Foi elogiado por David Bowie e ajudou a criar a MTV. Nascido na França (mas é brasileiro), filho de astrônomo e cientista política, o editor dos sites da Trip e Tpm tentou dar uma explicação razoável para as origens de seus já famosos trocadilhos infames.

Por Diogo Rodriguez*

Arquivo pessoal

1.Fazendo pose de rockstar ao lado de sua banda, 3 Hombres. 2.Cumprimentando Bo Diddley, uma das muitas estrelas que ele teve a oportunidade de entrevistar. 3.Barbudo, com a filha Maria. 4.Cartão-postal da época em que era VJ da MTV e dava autógrafos para as fãs. 5.O pequeno Benevides.

1.Fazendo pose de rockstar ao lado de sua banda, 3 Hombres. 2.Cumprimentando Bo Diddley, uma das muitas estrelas que ele teve a oportunidade de entrevistar. 3.Barbudo, com a filha Maria. 4.Cartão-postal da época em que era VJ da MTV e dava autógrafos para as fãs. 5.O pequeno Benevides.

Como você chegou à Trip Editora?
Comentei com amigos que eu queria mudar de emprego e a Lia Hama me indicou pro Guilherme Werneck. A gente se deu bem de cara, mil afinidades, e eu vim.

E o que está achando?
Tô adorando trabalhar aqui. Eu já tinha trabalhado com site, mas os sites da Trip e da Tpm são outra coisa, têm muito mais a ver comigo. A Trip é um universo muito particular. É difícil encontrar alguém que não seja interessante, que não tenha algo a dizer. Existe um ambiente de criatividade, de troca de ideias, que é muito estimulante.

Onde você já trabalhou?
Redator na Bizz, Set e repórter no Jonal da Tarde. Depois, fiquei dez anos na MTV. Dá para dizer, sem falsa modéstia, que eu sou um dos pais da MTV. Entrei lá em 90, quando ela começou, e saí em 2000. Foi um lugar marcante, onde fiz muitos amigos e aprendi muita coisa. Lá eu tive a oportunidade de viajar pelo mundo e acompanhar de perto as melhores bandas. E eu aprendi a fazer televisão, ganhei uma profissão na MTV, de diretor de TV, roteirista, editor de jornalismo. Depois, eu também dirigi a Monique Evans na RedeTV! durante um ano e a Soninha na Cultura. E escrevo como colaborador em vários lugares, UOL, Vida Simples, Rolling Stone (antes da Trip), Bravo etc.

Mas você não fez faculdade de jornalismo, fez arquitetura na FAU.
É quase impossível uma pessoa com 17 anos conseguir decidir que profissão vai seguir. Eu fiz Bandeirantes, um colégio muito CDF, e meu pai é astrônomo, foi primeiro lugar no ITA, então essas duas variantes juntas acabaram me levando a querer fazer Poli, ITA, essas coisas. Na hora de preencher a ficha do vestibular, eu tive certeza de que não era o que eu queria. Eu não ia ficar seis anos com um monte de nerd, não ia rolar. Eu tinha um lado artístico acentuado, gostava de desenhar, pintar etc. e fui fazer FAU. Entrei em 82, com 16 anos. Mas no segundo ano da FAU eu já escrevia como jornalista. A minha primeira matéria foi uma entrevista com o Zé do Caixão, quando ele não era hype como hoje, ele estava totalmente esquecido. Acho que, no fundo, sempre soube que seria jornalista. Sempre li muito, escrevia poesia, contos. A parte mais difícil da formação de jornalista eu tinha, que é a parte não técnica, não operacional, a parte de construir um repertório intelectual, cultural, de encontrar uma voz própria.

Quais dos seus ídolos você teve a oportunidade de conhecer? Lembro que você já contou que conheceu o David Bowie.
O David Bowie conheci quando eu estava no JT, em 89. Ele fez uma turnê pelo Brasil e eu fiz uma entrevista por telefone. Durou uma hora e eu achei que estivesse gravando, mas eu fiz alguma merda e não gravou. Tive que reproduzir de cabeça a entrevista toda. No dia seguinte, quando saiu no jornal, o agente dele me ligou e disse: “Foi a entrevista de que ele mais gostou na América Latina”. Fiquei superorgulhoso, não sei se é verdade. Uma semana depois, fui numa coletiva dele. Quando eu fiz uma pergunta na coletiva. Parece que eu estou me gabando, mas é muito legal para não contar. Ele me reconheceu pela voz, cara. “Daniel, I’m glad you are here.” Eu fiquei vermelho, orgulhoso, mas tímido. Depois eu conversei com ele, é um gentleman, ao contrário de alguns outros ídolos que eu conheci, como o Lou Reed e o Johnny Rotten, intragáveis. Mas cruzei vários outros bem bacanas, Beastie Boys, a Patti Smith, o Neil Young, o Beck.

Algum outro ídolo?
A melhor história é a do Nick Cave. Ele veio tocar no Brasil e começou a sair com uma amiga minha. Eles acabaram casando, tiveram filho. Eu tenho uma banda, 3 Hombres, que é muito influenciada por ele. [Nick Cave] É o farol estilístico da banda, o meu especialmente, ele me influenciou bastante. Fiquei meio amigo dele, apesar de eu ficar sem graça perto dele. Ele ia aos shows dos 3 Hombres, foi a uns cinco, gostava da banda, tem o disco. Quando eu fui para Londres, saí algumas vezes com ele. Foi uma experiência engraçada – sob alguns aspectos “histórica” [risos]. O tecladista da banda dele, o Roland Wolf, tocou com a gente no primeiro disco.

Conte resumidamente a história da sua banda.
Ela surgiu também em parte por causa de um cara que admirava muito, que era o Cadão Volpato, um puta letrista e escritor, ex-funcionário da Trip. Eu ia a todos os shows do Fellini. Acho que um jeito de vestir, o cabelo arrepiado, andava meio rasgado, meio punk, e isso não era tão comum no começo dos anos 80. O Thomas [Pappon, guitarrista do Fellini] achou que eu tinha cara de vocalista e me chamou para tocar com ele. Tocávamos naquele esquema: enchíamos a lata para criar coragem, porque ninguém sabia tocar muito, íamos para a sala da casa, pendurávamos o microfone no lustre e fazíamos barulho: Beatles, Velvet, Echo and The Bunnymen. Um dia apareceu o Celso Pucci, um puta jornalista de música (da extinta Bizz), que iria se tornar o meu melhor amigo e grande parceiro de músicas, e se formou o 3 Hombres.

A sua filha, a Maria, é fã de Beatles, não?
É, de Beatles, do The Kinks, do Animal Collective, mas também [pausa] fã de RBD, Jonas Brothers, Hannah Montana, Demi. Lovato, né? Minha filha é a coisa mais importante da minha vida, ao lado da Marta, minha namorada, e da minha família. Segundo meu analista, eu não estaria vivo se não fosse ela. Eu levava um estilo de vida destrutivo. Dois caras da minha banda morreram, inclusive o Celso, que todo mundo conhecia por Minho K. A gente levava muito ao pé da letra o “sex, drugs and rock’n’roll”. Ela nasceu com um problema congênito no coração, fez uma cirurgia muito complicada aos 3 meses, ficou muito tempo na UTI, quase morreu. Minha vida realmente se transformou. Durante os três primeiros anos da Maria, me dediquei a ela, não fazia mais nada. Trabalhei meio período, eu e a Chris, a mãe dela. Foi bem difícil. Aos 2 anos teve o “turning point”. Depois de uma cirurgia aparentemente bem-sucedida, ela teve uma parada respiratória e uma lesão cerebral como consequência. Isso mudou nossas vidas. A dela e as nossas. Ela praticamente nasceu de novo. Passou a ser uma pessoa diferente. Não em termos intelectuais ou afetivos, mas em termos físicos. No começo, ela nem conseguia engolir e segurar a cabeça, era assustador. O prognóstico dos médicos era muito sinistro e desanimador. Mas a gente não desanimou. Não sei se todo pai é assim, porque o amor pelo filho é uma coisa mais forte do que a gente consegue imaginar, então a gente acreditou. Os médicos diziam que ela não ia passar daquilo. Colocamos a Maria na fisioterapia e ela foi surpreendendo todo mundo. Em um ano já estava 200 por cento melhor. Hoje ela é uma garota bastante feliz, amorosa. Digo isso porque alguém que vê de fora se impressiona. Ela não anda direito, precisa de ajuda para se vestir, para tomar banho, mas dentro desse universo de limitações ela conseguiu muita coisa e é muito feliz a despeito disso. Hoje ela vai para a escola normalmente. Na idade dela, está começando a sofrer um pouco de discriminação, uma coisa que acontece com todos os adolescentes que têm alguma coisa de diferente: os gordinhos, os quatros-olhos, a Maria que é deficiente física. Posso ficar dias falando sobre a minha filha. Penso em escrever um livro sobre ela. Ela ensinou muita coisa para mim, para a Chris [Couto, a mãe], para os meus pais e todas as pessoas em volta dela. É corajosa, vencedora. Eu tenho um orgulho gigante da minha filha.

Arquivo pessoal

6.Os irmãos, André e Marina. 7.Com a namorada, a fonoaudióloga Marta. 8.Os pais de Daniel Benevides, Maria Victória e Paulo. 9.Maria e Daniel. 10.Fantasiado de padre para uma festa junina.

6.Os irmãos, André e Marina. 7.Com a namorada, a fonoaudióloga Marta. 8.Os pais de Daniel Benevides, Maria Victória e Paulo. 9.Maria e Daniel. 10.Fantasiado de padre para uma festa junina.

E as mulheres, Daniel?
Elas têm um papel crucial na minha vida. Sou grande admirador delas em todos os aspectos. É meio óbvio o que eu vou falar: mulher é foda [risos]! Mulher é quem faz o mundo girar, é responsável por manter e proteger a espécie. Se os homens fossem capazes de procriar, eles estragariam tudo, eles são autodestrutivos, egoístas. E eu me incluo nisso. A Marta, que é minha namorada, por quem sou apaixonado desde que conheci, é umas três vezes mais bem preparada para a vida do que eu. Ela é fonoaudióloga, doutora, professora da PUC, tem consultório, escreve livro, trabalha pra caramba, é superindependente e ainda sabe aproveitar as coisas boas como ninguém. É uma baita mulher.

E a sua família? Seus pais e irmãos?
Esses, então, são meus verdadeiros ídolos! Minha mãe [Maria Victoria Benevides] é cientista política, escreveu vários livros impostantes, foi uma das fundadoras do PT, trabalhou no governo da Luiza Erundina. É expansiva, do tipo que domina a mesa no jantar com mil histórias. Meu pai [Paulo Benevides Soares] é tímido, mais introspectivo. Um nerd adorável até hoje. Foi primeiro aluno do ITA, dá para imaginar o naipe. Do meu pai eu puxei o terrível hábito de fazer trocadilhos [risos].

Essa estava na minha pauta, olha aqui!
Tanta coisa para puxar do meu pai.

E os irmãos?
O André é sete anos mais novo, uma figura muito especial. Ele é meio gênio. Fez várias faculdades, todas na USP e na Unicamp. Os interesses dele, como os da família, são diversos: física, economia, artes cênicas, linguística. Foi cantor também, dos Pin-Ups, por indicação minha. Minha irmã, a Marina, é maravilhosa, o arrimo emocional da família. É advogada, se formou na São Francisco e fez tudo certinho: prestou OAB, casou com um colega [o Luis] e tem duas filhas que eu adoro.

E para terminar, uma coisa que você adora: uma autopergunta. O que Daniel Benevides pergunta para Daniel Benevides?
P: Daniel, o que falta para você?
R: Falta eu ter coragem e disciplina de escrever um livro, e eu espero que seja o primeiro de vários.

*Diogo Rodriguez, 25, é vocalista de uma banda de rockabilly que não tem nome, fã de Frank Black e recém-convertido ao jornalismo; também gosta muito de Fellini e uma vez viu a Monique Evans de longe numa festa.

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Postado em 09.10.2009 | 21:10 | por Carol Nogueira
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Alexandre Potascheff, produtor do Trip FM, conta como foi a gravação do programa, que recebe Sandra Corveloni, que ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes.

 

Alexandre Potascheff

Sandra Corveloni. Não sei se as pessoas vão concordar, mas pra mim soa como nome de estrela de cinema, daquela das antigas, italiana talvez, que desfila pelas ruas toda emperequetada e de olhar blasê.
E se a nossa Sandra Corveloni, brasileira, foge completamente desse estereótipo, estrela de cinema ela é. Tanto o é que ostenta na prateleira de sua casa um dos mais importantes prêmios do cinema mundial: a Palma de Ouro de Cannes de Melhor Atriz. Igual, aqui no Brasil, só a Fernanda Torres. E os detalhes dessa história a tornam ainda mais interessante. Sandra debutava em longas-metragem, no filme Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, e concorria ao prêmio com ninguém menos que Angelina Jolie e Juliette Moore. Coisa de cinema.

Sandra chegou na Trip na manhã desta sexta-feira toda falante e simpática. De "riso-frôxo", como ela mesma diz, e gostoso, ela contou ao Trip FM sobre a surpresa de receber esse prêmio logo em seu primeiro filme, sobre a carreira no teatro, sobre os tipos mais difíceis de atores para contracenar, segundo ela os malas, os possuídos e os folgados. Falou também de novela, de técnicas de atuação, sobre a peça com a qual está em cartaz aqui em São Paulo e sobre o próximo filme, com a Carolina Ferraz. Aproveitando, deu também a sua opinião sobre o embate: quem é mais galã, Walter Salles ou José Mayer. Falou também de detalhes mais delicados, como a origem humilde e sobre como foi dividir a alegria de ganhar um prêmio tão importante, com a tristeza de perder um bebê no quinto mês de gestação. Papo interessante, gostoso e divertido hoje, no TRIP FM, com Sandra Corveloni.

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